A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 12/07/2020

A inserção da mulher no mercado de trabalho é algo relativamente recente, principalmente no Brasil. Entretanto, o fato de a sociedade brasileira ter sido formada através de ideais extremamente machistas e patriarcais beneficiou os homens no mercado de trabalho, mas fez com que as mulheres encontrassem inúmeras dificuldades ao longo de sua jornada. Dado o exposto, é necessário que tais barreiras sociais sejam quebradas para construção de uma sociedade mais integrada.

Durante muito tempo, a função social da mulher se limitava a limpar a casa, cozinhar e cuidar dos filhos. Com o fortalecimento das indústrias e o aumento da demanda de mão de obra, se tornou necessário a entrada da mulher no mercado de trabalho: de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 1950, apenas 13,6% das mulheres trabalhavam, já o número de homens empregados era de 80,8%. Em 2010, a participação feminina no mercado de trabalho cresceu e passou a ser de 49,9%. Conquanto, ainda segundo o IBGE, as mulheres trabalham, aproximadamente, três horas a mais por semana do que os homens, mas os homens recebem, em média, salários 20,5% superiores se comparados com as mulheres. Tais dados demonstram que apesar de a mulher ter conquistado seu espaço no mercado de trabalho, ainda existe uma enorme desigualdade entre homens e mulheres neste cenário.

Nesse contexto, medidas públicas são necessárias para alterar este cenário. Portanto, cabe ao Ministério do trabalho regulamentar salários iguais para ambos os gêneros, por meio de fiscalizações nas folhas salariais das empresas. Outrossim, cabe às repartições trabalhistas a promoção de mulheres a cargos mais altos, através de processos seletivos justos, no intuito de alterar as bases patriarcais do mercado de trabalho brasileiro. Por meio dessas medidas será possível melhorar a atual situação das mulheres brasileiras no mercado de trabalho.