A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 09/07/2020

Quando o assunto é sobre a entrada da mulher no mercado de trabalho, inclui-se também o feminismo, que é um movimento que luta pela igualdade de condições entre homens e mulheres, visto que, até a década de 1940, havia a divisão de trabalho onde o homem cuidava do serviço público, com o trabalho e a mulher atuava no serviço privado, cuidando das tarefas de casa e dos filhos. Com o passar do tempo, as mulheres sentiram a necessidade e vontade de trabalhar não somente para ajudar na renda da família, mas para buscar igualdade social e política e, de acordo com o texto de apoio, Rita Lobato Velho Lopes veio a se tornar a primeira mulher brasileira graduada no ensino superior.

Rita se formou em medicina na Bahia e incentivou muitas outras mulheres a exercerem funções que eram vistas como “trabalho masculino”, mas não é só por isso que elas seriam tratadas como os homens no mercado de trabalho. Há até hoje, desde o início da participação da mulher no trabalho, uma desigualdade salarial e nos cargos oferecidos, onde uma uma mulher exercendo uma mesma função de um homem numa determinada empresa, tende a ganhar menos que este. Além disso, homens têm mais facilidade em alcançar determinado cargo do que uma mulher, e isso se dá pelo fato de vivermos em uma sociedade de origem machista, onde a mulher é vista como frágil e sensível.

Por ser vista como frágil e querer igualdade de direitos, começaram a trabalhar nas indústrias que precisavam de mão de obra e, por terem salários baixos, o setor industrial priorizava o trabalho feminino, mas os homens ainda eram os principais. Em 1970 começaram realmente a ocupar cargos importantes para a sociedade, visto que trabalhavam como costureiras, professoras e funcionárias nos comércios. Essas pequenas funções foram essenciais para a evolução da busca pela igualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho, pois hoje, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estastística (IBGE), mais de 50% delas possuem emprego.

Portanto, essa porcentagem faz com que o Produto Interno Bruto (PIB) Per Capta do país suba muito mais do que subiria se apenas pessoas do gênero masculino trabalhassem. Além disso, o fato de uma mulher possuir um trabalho, faz com que ela se torne mais confiante e independente, aumentando o movimento feminista e diminuindo o machista e, por mais que as elas estudem mais que eles para obter uma profissão, não têm o reconhecimento que merecem. Mas essa situação desagradável há de acabar um dia, levando em conta que mulheres se destacam cada vez mais no que fazem, mostrando não serem frágeis como a sociedade pensa e sim independentes, criativas e guerreiras.