A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 07/07/2020

A mulher no mercado trabalhista brasileiro

A partir da revolução industrial, mulheres começaram a ser inseridas no mercado de trabalho. Com as guerras mundiais e a perca de homens em batalhas, mulheres começaram a ser contratadas por indústrias. A participação foi mínima mas foi um grande passo para classe feminina. No Brasil, cerca de 43 porcento das mulheres ja estão trabalhando, entretanto, em profissões menos valorizadas, com salários menores e enfrentando mais dificuldades que os homens. Certamente isso é algo que precisa de mudança por se tratar de uma construção social que causa desigualdade de gênero.

O mercado de trabalho é apenas uma forma capitalista de ganhar renda para se manter. Mulheres nesse meio é algo recente e inferiorizado, isso pelo Brasil ser um país de cultura patriarcal. Segundo o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; o número de mulheres que concluem uma graduação é 25 porcento maior que o número de homens, e mesmo assim, o gênero masculino ocupa os cargos mais notórios, além de serem a maioria em cargos públicos, industriais e mais bem pagos. Com isso, as mulheres ficam presas em profissões “de mulheres”, que é apenas uma idealização social, para colocá-las em desvantagem, trazendo assim, um desequilíbrio na sociedade - pelas mulheres representarem a maioria populacional, e agravando a inferiorização da mulher em relação ao homem, fazendo com que ela ganhe de acordo com seu gênero e não pelo seu potencial.

As mulheres empregadas sofrem ainda mais com a discriminação pelo seu gênero. Numa empresa comanda por um homem de criação conservadora, o gênero feminino provavelmente irá ter sua experiência trabalhista menos satisfatória do que os demais empregados. Ela terá uma maior chance de ser demitida, e menor chance de receber promoções, além de poder sofrer assédios e situações constrangedoras. Segundo uma especialista em sociologia do trabalho e do gênero, Helena Hirata, a divisão sexual do trabalho continua com uma grande importância, mesmo com toda a evolução que ja tivemos desde o início da mulher como profissional. O capitalismo se aproveitou da ingressão da mulher no mercado de trabalho, para usá-la como mão de obra barata, as deixando em subalternidade.

Para essa realidade infeliz da mulher brasileira sofrendo a desigualdade no mercado de trabalho ser mudada, a criação e educação precisa mudar e enfatizar a equidade entre os gêneros, com as famílias e escolas atuando para diminuir pessoas com pensamento machistas, se tornando no futuro, pessoas conquistando direitos iguais. Além disso, uma solução ja realizada por muitas mulheres, é sair de empresas que lhes inferiorizam, e abrir o próprio negócio, se tornando empreendedoras, para assim trabalharem de forma saudável, sem situação constrangedora e ganhando sua renda de forma justa. de