A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 11/07/2020
Com a primeira revolução industrial, que ocorreu no século XVIII, a sociedade contemporânea presenciou um fato inédito: a inserção das mulheres no mercado de trabalho. Entretanto, décadas após a imersão feminina ao mercado de trabalho acontecer, observa-se os mesmos desafios e preconceitos permanecerem. Tal situação fere a premissa de igualdade da Constituição Federal, destacando que algo deve ser feito para reverter essa situação de desigualdade.
Em primeira análise, convém lembrar que um dos principais motivos de repressão para mulheres é o sexismo. Embora sejam portadoras de diplomas de nível superior, as mulheres perdem vagas de emprego ou de promoção para os homens que muitas das vezes não os têm, conforme pesquisa realizada pelo Instituto Ethos, no Brasil. Diante do contexto demonstra que uma sociedade, simultaneamente, progressiva e arcaica, percebe-se que o conhecimento técnico e produtivo individual ainda cede seu lugar a preceitos obsoletos.
Outro aspecto relevante, o povo brasileiro mante tabus relacionados aos empregos, de modo a filtrar, por gênero, determinadas funcionalidades, a exemplo do campo da mecânica, ramo que detém maior empregabilidade masculina. Assim sendo, a discriminação, o machismo e o preconceito acaba sendo alimentado, aumentando a sensação de subalternidade e de desamparo perante a lei.
Portanto, para mudar essa realidade no país, e necessário que a Mídia conscientizar os brasileiros, por intermédio dos meios de comunicação, a respeito da necessidade de acabar com a seleção de gênero para o encargo de atividades, com a finalidade de eliminar os tabus relacionados ao trabalho, assim como, o Ministério do Trabalho deve promover campanhas de igualdade de gênero. Somente assim o Brasil será um país com igualdade e progresso.