A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 11/07/2020

“A mulher pode ser definida como um homem inferior”, frase dita pelo filósofo Aristóteles, que viveu entre 385 e 323 a.C., cujo pensamento persiste na sociedade brasileira contemporânea em vários âmbitos, principalmente no mercado de trabalho, devido à divisão sexual existente, em que cargos com baixa remuneração são ocupados majoritariamente por mulheres, e a grande diferença salarial entre os gêneros. Logo, remediar esse problema é imprescindível.

Inicialmente, nota-se que há um preconceito na contratação em algumas categorias, tanto que, segundo pesquisas feitas pela Catho, em 2015, nos setores com melhor comissão, emprega-se em sua maioria homens. Contudo, de acordo com o censo demográfico feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2010, a proporção de brasileiras graduadas é 25% superior. Portanto não há falta de capacitação, e sim, de interesse do empregador, uma vez que trarão consigo questões como a licença maternidade e a dupla jornada que muitas possuem.

Ademais, há uma desigualdade dos honorários entre os sexos e, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), em 2014, a renda masculina supera em 25,5%. Tal fato contribui para a desvalorização do ofício feminino, pela necessidade de sujeitarem-se à situação; por outro lado, dificulta o processo de independência financeira, tornando-as vulneráveis a todo tipo de abuso por quem tem maior participação na renda familiar.

Em suma, há um desinteresse na contratação e desvalorização dos serviços prestados. Desse modo, faz-se necessário incentivos à contratação, bem como campanhas sobre a importância e o papel que possuem na sociedade; além de fiscalização das leis trabalhistas já existentes que proíbem a discrepância na remuneração. Por fim, deve se investir na conscientização das futuras gerações a respeito do tema e, só então, palavras como as de Aristóteles permanecerão no passado.