A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 09/07/2020

A Constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito à igualdade de gênero e ao bem-estar social. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que a mulher é desvalorizada no mercado de trabalho, impossibilitando assim que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Esse cenário nefasto ocorre não só devido ao sistema patriarcal, mas também á dupla jornada. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves para a consolidação dos direitos constitucionais.

Nessa perspectiva, vale ressaltar que um dos principais males desse problema é o patriarcado presente na sociedade, o qual determina uma visão de inferioridade do sexo feminino, com ideias preconceituosas em relação a capacidade e potencial da mulher. Esse sistema perpetua desde a pré-história, já nessa época havia a visão de superioridade masculina na qual o pai é chefe, é ele quem manda na mulher e nos filhos. Infelizmente, essa visão se estende para o mercado de trabalho e faz com que haja uma diferença salarial entre homens e mulheres. Segundo os dados publicados pelo site agência de noticias, em 2016, os homens recebiam uma média salarial mais de 2000,00 reais, enquanto as mulheres recebiam menos de 1.800,00 reais, de modo que deixa claro a discrepância entre os dois gêneros.

Além disso, destaca-se que a mulher além de trabalhar fora também é responsável pelas atividades domésticas. Isso gera uma sobrecarga para a funcionária e, muto vezes, impacta de forma negativa no seu progresso no ambiente de trabalho. Segundo o Instituto de Pesquisa Aplicada, a jornada média de trabalho das mulheres é de 53 horas enquanto a dos homens é de 46. Sendo assim, é necessário que medidas sejam tomadas para reverter esse quadro.

Depreende-se, portanto, a relevância da figura feminina no mercado de trabalho. Para que isso ocorra, o Governo deve promover uma conscientização sobre a valorização da mulher no mercado de trabalho, por meio de campanhas, palestras em escolas, abordagem do assunto nos livros didáticos, além também de anúncios na mídia a fim de acabar com o estereótipo de inferioridade do sexo feminino. Assim, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos direitos elencados na " Magna Carta “, com mais inclusividade e igualdade entre todos.