A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 09/07/2020
A Constituição Brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito à igualdade de gênero. Entretanto, na prática tal garantia é deturpada, visto que a mulher é desvalorizada no mercado de trabalho. Esse cenário nefasto ocorre não só devido ao sistema patriarcal, mas também à dupla jornada enfrentada pelas mulheres. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves para consolidação dos direitos constitucionais.
Em primeiro plano, vale ressaltar que um dos principais males desse problema é a presença do patriarcado na sociedade brasileira, o qual determina uma visão de inferioridade do sexo feminino. Esse sistema se perpetua desde a pré-história, já nessa época havia a visão de superioridade masculina no qual o pai é o chefe de família e exerce um papel autoritário sobre sua esposa e filhos. Infelizmente, essa visão se estende para o mercado de trabalho com a desvalorização da mulher e supervalorização do homem e faz com que haja uma diferença salarial entre ambos os sexos.
Além disso, destaca-se que a mulher além de trabalhar fora de casa, também é responsável pelas atividades domésticas. Isso gera uma sobrecarga para a funcionária e, muitas vezes, impacta de forma negativa no seu progresso no ambiente de trabalho. Segundo o Instituto de Pesquisa Aplicada, a jornada média de trabalho das mulheres é de 53 horas enquanto a dos homens é de 46. Sendo assim, é necessário que medidas sejam tomadas para reverter esse quadro.
Depreende-se, portanto, a relevância da figura feminina no mercado de trabalho. Para que isso ocorra, o Governo deve promover uma conscientização sobre a valorização da mulher no mercado de trabalho , por meio de campanhas, palestras em escolas, anúncios na mídia com intuito de findar os esteriótipos de inferioridade do sexo feminino. Assim, tornar-se-à possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos direitos elencados na Magna Carta.