A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 09/07/2020

No contexto atual, o feminismo, que esta diretamente ligado a participação da mulher no mercado de trabalho, assim como outros movimentos de luta das minorias, acaba se tornando um produto do sistema. A mulher Brasileira no mercado de trabalho ainda é um assunto muito recente, se passando em um mundo que sempre foi construído por homens e para os homens, onde tudo é manobrado por eles para atenderem aos interesses do capital e ao sistema machista. Podemos afirmar que agora as mulheres trilham uma jornada tripla, cuidando da casa, dos filhos e do trabalho, e ainda com desvantagens. Nesse sentido, dois aspectos fazem se relevantes para um melhor entendimento do cenário problemático que foi construído: Como a mulher se sustentava antes da revolução feminista e oque conquistamos com a introdução ao mercado de trabalho.

No limitar do contexto histórico, o casamento era uma conveniência, onde se entregava o corpo da mulher, visto como um objeto ate então, em troca de um futuro estável, um lar e alimento. Dessa forma, uma mulher de respeito era reduzida a um objeto sexual e de procriação para o homem. Ela sempre estaria presa a um homem, se não fosse a um marido, seria o pai, se não fosse o pai, os filhos e assim por diante, ela não se pertencia.

Em decorrência disso, as mulheres começaram a lutar por direitos, que ate então eram praticamente inexistentes, e com a mulher no mercado de trabalho, seu corpo começa a pertencer a si mesma. Toda via, com a revolução, um acumulo de funções aconteceu, alem se ser desvalorizada, porem agora os dois gêneros competem de ´igual para igual`, uma ideia extremamente irônica, pois ao comparar todas as tarefas da mulher, alem do trabalho, fica evidente uma clara sobrecarga de deveres.

Por mais positiva que seja a revolução feminina, e o ingressamento da mulher no mercado de trabalho, ela ainda é recente e frágil. A maneira mais consistente de fortalecer as mulheres nesse meio, é uma maior visibilidade das mesmas. Leis, propostas pelo ministério do trabalho, que exigem uma porcentagem minima, acima de 50%, para o numero de funcionários do gênero feminino nas empresas, tanto nos cargos mais baixos quantos nos mais altos, alem de uma proposta de igualação de salários dos cargos masculinos e femininos.