A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 12/07/2020
O Trabalho e as Mulheres
Nos últimos anos, as mulheres estão se interando mais no mercado de trabalho. A idéia da submissão das mulheres no trabalho ou no ambiente doméstico é histórica, mas estão conquistando seu lugar e retirando, lentamente, essa idéia de desigualdade de gênero. Segundo pesquisas do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), as mulheres em 2007 faziam parte de 40,8% do mercado informal de trabalho, mas em 2016 esse número passou a ser de 44%. Apesar desse aumento de 3,2%, as mulheres passam por muitas dificuldades que homens não encontram.
É muito comum hoje vermos mulheres no mercado de trabalho, só que nem sempre foi assim. As mulheres por muito tempo foram vistas como submissas aos homens, que só serviam para cuidar da casa e dos filhos. A partir da segunda metade do século XVIII, a demanda por mão de obra aumentou devido a Revolução Industrial e as mulheres entraram no mercado de tralho, mas com o salário inferior ao dos homens. O processo de emancipação e de acesso à educação formal foi lento, a primeira mulher que conseguiu completar o ensino superior, no Brasil, foi Rita Lobato Velho Lopes que fez medicina pela Faculdade de Medicina da Bahia. Ela passou por algumas dificuldades na faculdade, como nas aulas de anatomia, que ela precisava estar sempre acompanha por outra mulher já casada. As conquistas feitas pelas mulheres foram muitas, mas mesmo assim hoje vemos casos de desigualdade de gênero no mercado de trabalho. Em alguns casos, o homem e a mulher trabalham no mesmo local, fazendo as mesmas coisas e com a mesma carga horária mas com salários diferentes, a mulher sempre com menos.
Históricamente, as mulheres sempre foram desvalorizadas e diminuídas em relação aos homens, mesmo com as conquistas, que fazem com que ganhem cada vez mais espaço no meio da sociedade. Mas, muitas coisas ainda tem que ser mudadas para que as mulheres se igualem aos homens perante o mercado de trabalho atual e cabe as própias continuarem lutando por seus direitos, juntamente com o país fazendo a conscientização de todas as mulheres para que saibam que o lugar delas é onde elas quiserem e não onde os “homens” as querem colocar.