A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 09/07/2020

A Constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito à igualdade de gênero. Entretanto na prática tal garantia é deturpada, visto que há uma desvalorização da mulher no mercado de trabalho. Esse cenário nefasto ocorre não só devido à desigualdade salarial entre homens e mulheres que ocupam o mesmo cargo, mas também devido à dupla jornada do trabalho feminino. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves para a consolidação dos direitos constitucionais.

Em primeiro plano, vale ressaltar que um dos principais males desse problema é o fato de muitas mulheres serem monetariamente subestimadas. Isso ocorre, devido a visão machista da sociedade, que acredita que o rendimento feminino no ambiente de trabalho é inferior ao masculino. Essa realidade tem raízes históricas, visto que já era uma prática comum a disparidade salarial entre homens e mulheres desde a época da Primeira Revolução Industrial.  Sendo assim, é necessário que medidas sejam tomadas para reverter esse quadro.

Em segundo lugar,destaca-se que o sexo feminino tem que conciliar o trabalho doméstico com o profissional e isso gera uma sobrecarga. Apesar delas terem entrado no mercado de trabalho, ainda permanece na sociedade  a visão de que a limpeza da moradia é de responsabilidade da esposa. Consequentemente, há uma maior dificuldade de a figura feminina se desenvolver no mercado de trabalho.

Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa maneira, é dever do Ministério do trabalho promover uma conscientização sobre a igualdade salarial entre trabalhadores de gêneros distintos,por meio de campanhas,anúncios e propagandas na mídia em geral, os quais retratem, de maneira fidedigna, a importância da mulher no mercado de trabalho. Isso deve ser feito com o intuito de reduzir os estereótipos e formar uma sociedade mais igualitária. Só assim, o país tornar-se-á mais plural e justo.