A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 12/07/2020
Até meados da década de 1940, quando se iniciou a industrialização no Brasil, as mulheres só exerciam o papel de “dona de casa”. E foi a partir do desenvolvimento das indústrias que as mulheres começaram a ganhar espaço no mercado de trabalho, visto que seus salários eram inferiores aos dos homens, as fábricas passaram a priorizar o serviço feminino no momento da contratação. Desse modo apesar de a industrialização ter contribuído para a integração da mulher, ela fortaleceu a desigualdade por meio da diferença de salários. Contudo, apesar de terem se passados anos, a desigualdade entre gêneros no ramo do trabalho não é um problema totalmente resolvido, isso porque a mulher ainda não é valorizada como profissional da mesma forma que os homens.
As mulheres estão cada vez mais presentes nas vagas de emprego, na verdade, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), menos de 14% das mulheres tinham alguma ocupação nos anos de 1950, e em 2010 esse número passou a ser de 49,9%. Apesar de que a taxa de contratação das mulheres venha aumentando excepcionalmente, a desigualdade ainda é um problema não solucionado, e isso está relacionado ao lugar ocupado por homens e mulheres na hierarquia das empresas. E ainda de acordo com o IBGE, apenas 41,8% dos cargos gerenciais são ocupados por mulheres, o que consequentemente contribui para a desigualdade relacionada à remuneração.
Algo importante a ser levado em consideração é a maternidade, dado que mais da metade das mulheres sentem dificuldade para conciliar suas carreiras com a criação de seus filhos, isso porque infelizmente os direitos trabalhistas não oferecem todo o suporte necessário para as mulheres após a licença-maternidade e muitas quando voltam a trabalhar são demitidas após certo tempo. Além disso, muitas mulheres acabam perdendo promoções ou até grandes propostas de emprego depois de se tornarem mães. E outra questão que costuma gerar conflito, é a diferença entre o período de licença-maternidade e de licença-paternidade oferecido pelas empresas, visto que o tempo dado às mulheres é superior aos dos homens. Os problemas relacionados à maternidade mostram que as mulheres ainda são vistas como responsáveis pela criação dos filhos assim como antes da industrialização.
Sendo assim para diminuir a desigualdade entre gêneros no mercado de trabalho, é preciso incentivar o desenvolvimento das mulheres dentro de uma empresa para cargos de liderança e uma reavaliação na lei trabalhista que permite a licença-maternidade, para que ela forneça o suporte necessário às mulheres após o seu retorno ao serviço e reveja a diferença entre o período dado aos genitores.