A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 12/07/2020

Durante a Primeira Guerra Mundial no século XIX, foi notável a maior participação das mulheres no mercado de trabalho, especificamente na parte agrícola. Isso porque os homens tiveram de deixar o campo de trabalho pelo campo de batalha. Sobretudo, antes dessa alusão histórica, a mulher era visada como um objeto por parte dos homens, sendo o papel feminino inferiorizado dentro da sociedade. Ainda com alguns resquícios desse período arcaico, na contemporaneidade, a mulher ainda é vista como um ser incapaz e inferior ao homem, principalmente quando se trata do mercado de trabalho. Essa visão acontece principalmente pela falta da conscientização democrática que deveria ser passada pelos familiares e escola, desde cedo para os menores, além da luta por direitos iguais através do movimento Feminismo.

Em primeira análise, vale destacar que desde o Romantismo no século XIX as mulheres eram retratadas como um símbolo de objetificação, além de serem vistas como um ser frágil e intocável. Nesse sentido, a luta pelos direitos iguais dentro da sociedade se tornou cada vez maior, dessa maneira se destacou o ‘‘Feminismo’’. Tal movimento surgiu nos Estados Unidos, na segunda metade da década de 1960, e tinha como objetivo a reivindicação dos direitos das mulheres dentro do âmbito social. Por meio das reivindicações elas conquistaram o direito ao voto, além desse movimento abrir portas para muitas vertentes como o feminismo negro e liberal.

Ao longo do tempo, a participação social das mulheres cresceu de forma significante. De acordo com os dados divulgados pelo Ministério do Trabalho, a presença feminina no mercado formal  representava 44% em 2016. Porém, a mulher ganha em média 79,5% do salário do homem, de acordo com o IBGE. Os dados contidos nessa pesquisa são fruto de uma herança histórica e cultural que ainda demonstra resquícios nos dias de hoje.

Por conseguinte, é necessário que o Ministério da Educação promova palestras nas redes públicas e privadas, de forma que elas desenvolvam a conscientização democrática dos estudantes. Além disso, o governo brasileiro deve investir em leis que retratem a igualdade salarial entre gêneros, de forma direta, influenciando através da diminuição da desigualdade no ambiente de trabalho. Com o objetivo de estabelecer uma sociedade mais justa e democrática, na qual todos têm os mesmos direitos e deveres.