A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 12/07/2020
Com a Revolução Industrial, as mulheres passaram a ingressar no mercado de trabalho, já que, havia uma procura maior para as manufaturas, e esse foi um grande marco para que a o gênero feminino ingressasse no mercado de trabalho. Entretanto, mesmo depois de ter passado-se décadas dessa referência, as mulheres ainda passam por grandes dificuldades no mundo capitalista como por exemplo, o preconceito de gênero. Portanto, é coerente que haja novas oportunidades e melhores condições de trabalho para as mulheres.
Primeiramente, é importante destacar os dados da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), onde apontou em 2018, que os homens ganham, aproximadamente, 30% a mais que a população feminina, dessa forma, é evidente que ocorre uma desvalorização. Ainda diante de um serviço prestado e com a mesma caga horária, é perceptível a discriminação de gênero. Por conseguinte, mesmo a mulher sendo a maioria na população em idade ativa, acabam sofrendo as consequências do desemprego por conta dessa hierarquização.
Segundamente, é visível que além da desigualdade de gênero, também existe desigualdade racial uma vez que, o homem branco ganha ainda mais que a mulher negra, como aponta dados de pesquisa de Desigualdades Sociais por Cor ou Raça publicado pelo site IBGE. Outro ponto são as mulheres que são mães, que desempenham mais de uma função. Deste modo, percebe-se que por mais que a mulher nível de escolaridade, ou até mesmo nível superior completo, o privilégio machista prevalece beneficiado. Diante disso, esse privilégio acaba por infringir a lei dos Direitos Humano que assegura a todos indivíduos o direito a educação, trabalho e ao bem-estar social.
Diante dessa problemática, constata-se que é essencial tomarem medidas para que não ocorra uma discriminação de gênero e, além disso, a população se torne mais igualitária. Desse modo, cabe ao Ministério Público Federal, a criação de cotas de gênero para facilitar a entrada de mulheres aptas a exercer tais cargos. Além disso, é inevitável que o Estado desenvolva um projeto de análise das profissões com diferença salarial e acrescente anualmente um aumento percentual do salário da mulher, de maneira que esse cenário da desigualdade no mercado de trabalho seja quebrado e a importância da mulher para o desenvolvimento do país seja imprescindível. Afinal, como afirma a filósofo Francois Marie Charles Fourier: “A ampliação dos direitos das mulheres é o princípio básico de todo progresso social.”