A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 10/07/2020
Atualmente a mulher tem ganhando muito espaço no mercado de trabalho formal. Em 2007 elas tinham uma presença de 40,8%. Porém, em 2016, esse número subiu para 44%.
Embora tenha havido esse crescimento, as mulheres ainda enfrentam inúmeras dificuldades para arranjar um emprego e para se manterem neles com salário justos. Um estudo feito pela Oxfam Brasil, em 2018 porém com dados de 2017, comprovou que a diferença salarial atinge todas as classes sociais
De acordo com o estudo, em 2017 as mulheres recebiam 70% dos rendimentos dos homens. A diferença foi ainda maior que em 2016, quando as trabalhadoras receberam o equivalente a 72% dos salários que os homens ganhavam.
Existem diversos motivos para essa diferença ocorrer, e eles não são necessariamente relacionados à discriminação/preconceito de gêneros. Um grande algoz da igualdade salarial é a maternidade.
A maternidade afeta diretamente na diferença salarial. Em resumo, as mulheres recebem uma redução significativa em sua remuneração depois que tem o primeiro filho, devido a necessidade dos cuidados maternos que as afastam de suas atividades profissionais.
Ocorre que elas não conseguem recuperar a remuneração quando comparadas às mulheres que não tiveram filhos e aos homens, provavelmente por conta de certa abdicação da carreira em prol dos filhos.
Não podemos descartar que ainda há sim um preconceito e uma esteriotipação quanto à mulher no mercado de trabalho, já que hodiernamente ainda persiste o pensamento característico de uma sociedade patriarcal tradicional, onde os homens saem pra trabalhar e as mulheres cuidam das crianças e da casa.
Existem diversas formas de se resolver essa diferença salarial, ou ao menos diminuir bastante essa discrepância. Uma dessas formas é a criação de políticas públicas, por parte do poder legislativo, que assegurem à mulher uma remuneração igualitária de acordo com a carga horária e com o cargo dela, além de garantir a ela uma forma de manter sua remuneração mesmo após o primeiro filho.
Uma forma diferente de combater essa disparidade salarial é estender a licença-paternidade. Dessa forma os pais criariam desde cedo uma conexão maior e ainda mais empática com os filhos, fazendo com que os homens tenham maior noção da dificuldade de criar um filho, com isso dividam mais as tarefas de casa. Se essas medidas e mais algumas forem tomadas, talvez um mundo de igualdade de gênero deixe de ser uma utopia.