A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 10/07/2020

Há muita discussão sobre o papel das mulheres no mercado de trabalho, porque, de acordo com a Constituição Federal de 1988, o artigo 7 garante que as mulheres tenham o direito de exercer seu papel na profissão escolhida. No entanto, as principais empresas mais lucrativas são compostas por homens. Portanto, são necessárias políticas públicas para mudar esse cenário.

Em primeiro lugar, o resultado dessa comparação se reflete claramente na desigualdade de oportunidades no mercado de trabalho. Segundo o Ministério do Trabalho, de 2007 a 2016, o número de mulheres no setor trabalhista aumentou cerca de 3,2%. Nos últimos dez anos, apenas uma pequena parte da população se dedica ao trabalho formal. Um estudo realizado pela Oxfam Brasil em 2018 (usando dados de 2017) comprovou que a diferença salarial afeta todas as classes sociais De acordo com este estudo, as mulheres receberam 70% da renda dos homens em 2017. Essa diferença ultrapassou até a de 2016, quando a renda das trabalhadoras era equivalente a 72% dos salários dos homens.

Em segundo lugar, ainda é necessário enfatizar a masculinidade como motor dessas desigualdades, e a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é uma característica da “modernidade da liquidez” vivida no século XXI. Nesse contexto, é imperativo que a sociedade se questione e não aceite a negligência do poder público diante de enormes diferenças salariais, Entre homens e mulheres hoje.

Portanto medidas são necessárias para resolver o impasse. Com a criação de políticas públicas, por parte do poder legislativo, que assegurem à mulher uma remuneração igualitária de acordo com a carga horária e com o cargo dela, além de garantir a ela uma forma de manter sua remuneração mesmo após o primeiro filho. Outra maneira de resolver essa diferença salarial é estender a licença de paternidade. Dessa maneira, os pais podem estabelecer conexões maiores e mais solidárias com seus filhos, conscientizando os homens das dificuldades de criar filhos e compartilhar mais tarefas domésticas com as mulheres. Se essas medidas forem tomadas, talvez um mundo de igualdade de gênero deixe de ser uma utopia.