A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 11/07/2020
Um tema muito importante e bastante discutido desde o passado é a respeito do papel da mulher na sociedade e no mercado de trabalho. Desde o período da Revolução Industrial, as mulheres tem sua mão de obra desvalorizadas e ganham menos do que os homens. No Brasil, há um artigo da constituição de 1988 que concede as mulheres os direitos estabelecidos para exercer a profissão escolhida. No entanto, pesquisas feitas pelo IBGE apontam que as mulheres trabalham em média três horas a mais por semana do que os homens – incluindo, além do trabalho remunerado, atividades domésticas e cuidado com pais, avós ou filhos – e, mesmo assim, ainda ganham aproximadamente 76% do salário dos homens, ou seja, aproximadamente 24% a menos do que eles.
De acordo com dados do IBGE, mesmo a porcentagem de mulheres com formação superior sendo maior do que a quantidade de homens, estes ainda se sobressaem e se destacam no mercado de trabalho. Isso se dá muitas das vezes em razão da sociedade brasileira ainda ser fortemente patriarcal e estruturalmente machista, onde até o presidente do país já disse que as mulheres devem ganhar menos, pois engravidam, muitas das vezes precisam tirar licenças ou se abster do trabalho para cuidar ou buscar os filhos. As mulheres são constantemente desvalorizadas no Brasil, pelo simples fato de terem as tarefas domésticas e as responsabilidades com os filhos todas jogadas em suas costas pela sociedade, muitas vezes sendo diminuídas e maltratadas no ambiente de trabalho.
Um exemplo de como as mulheres são tratadas em ambientes de trabalho ou vistas em certos cargos é mostrado na série Brooklyn 99, onde em um dos episódios, o detetive Peralta e a sargento Santiago cuidam de um caso de assédio no local de trabalho de uma mulher, onde todos a chamam de mentirosa ou tentam diminuir o sentimento dela quanto ao assédio que sofreu por um colega. Ela denuncia, e os superiores a demitem do cargo. O episódio também mostra situações onde a sargento Santiago é ignorada como policial ou sofre assédio verbal na rua. A atriz Taís Araújo também citou uma questão importante em uma entrevista. Se já é difícil para uma classe média, que sempre teve oportunidades e bons estudos, é pior ainda para uma pobre que não teve bom acesso a escolas e educação.
Como forma de amenizar esta situação, é importante que o Governo faça fiscalização nas empresas, aplicando multas quando as empresas possuírem um número de empregadas ou chefes mulheres muito inferior, e também quanto aos salários desiguais. É também de suma importância o investimento nas escolas públicas, para que hajam mais oportunidades baseadas na educação e formação acadêmica.