A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 13/07/2020
É notório a importância e quantidade significativa de mulheres brasileiras no mercado de trabalho, porém mesmo em alguns setores onde existe uma quantidade de mulheres é próxima à quantidade de homens as mulheres acabam recebendo salários menores e menos privilégios que homens, tendo sempre um estigma de sexo frágil em sobre elas, mas pode-se afirmar que muitas vezes elas claramente são mais esforçadas, enfrentando jornadas enormes e vários afazeres fora de seus trabalhos. Portanto precisamos analisar os motivos que causam essa desigualdade e esse tipo de pensamento na sociedade brasileira, com a finalidade de buscar uma sociedade sexualmente igualitária.
Pode-se mencionar que a desigualdade de gênero e explorações advém desde a sedentarização dos povos nômades, quando passou a existir um esteriótipo de divisão de trabalho feminino e trabalho masculino, sendo o trabalho feminino considerado como algo domestico e, a partir do desenvolvimento do trabalho assalariado, uma renda secundária para casa, assim gerando uma hierarquização do trabalho, onde o trabalho que é feito por homens ou majoritariamente masculino acaba sendo mais valorizado. Essas relações de divisão e hierarquização do trabalho vêm, então, de uma questão estrutural do pensamento cultural social.
Devido a enormes transtornos, como gravidez indesejadas, mulheres as vezes possuem uma jornada tripla, tendo que estudar, trabalhar e ainda cuidar de suas casa quando não têm ajuda de outras pessoas como familiares ou amigos, causando dificuldades em suas carreiras de trabalhos. Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontam que, nas atividades de afazeres domésticos, as mulheres trabalham, em média, pelo menos o dobro que os homens (fonte: Agência do Brasil).
Em vista dos argumentos mencionados, é necessário que a subvalorização da mulher no mercado de trabalho seja reconhecida por chefes e donos de empresas grandes, com a finalidade de ser minimizada gradualmente e um dia, talvez, deixar de existir. Esses chefes ou donos podem adotar medidas mais igualitárias para contratação, não considerando o gênero sexual e nem a cor, passando a ver que a mão de obra feminina vale tanto quanto a masculina, merecendo assim, salários, direitos e respeito assim como os homens muitas vezes recebem. Um grande fator que pode auxiliar na conciliação desse pensamento é a mídia, pois por meio dessa pode-se evidenciar todas as desigualdades mencionadas, para que venham a ser tomadas medias já ditas anteriormente, buscando uma sociedade com um mercado de trabalho mais igualitário e sem enormes disparidades