A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 15/08/2020
Pawel Kuczynski, ilustrador e desenhista polonês, mostra em suas obras um meio social injusto, falido e com valores distorcidos. De maneira análoga às intenções artísticas do polaco, a postura de muitos brasileiros frente à exclusão feminina do mercado de trabalho é uma das faces mais perversas de uma sociedade em desenvolvimento. Com isso, discutir sobre esse assunto é de grande relevância, seja pela discriminação que sofrem as mulheres ao longo da história ou pela carência de reformulação da mentalidade dos cidadãos.
Em primeira análise, é importante ressaltar que historicamente, o sexo feminino enfrenta maiores desafios para terem os seus direitos naturais respeitados. A exemplo da conquista do voto feminino, sendo este, somente implementado no Brasil em 1932. Entretanto, ainda assim, apresentava algumas restrições - casadas apenas poderiam exercer suas atividades eleitorais com autorização dos maridos. De maneira semelhante, na atualidade, esse gênero continua lutando para alcançar espaço comum entre os atores sociais, inclusive, na esfera trabalhista. Contudo, apesar de grandes esforços, a segregação nesse setor ainda é uma realidade.
Diante disso, a necessidade de mudança no pensamento das pessoas é fundamental. Destarte, a educação pode ser uma boa aliada no combate ao machismo estrutural, que durante séculos desvaloriza à mulher e desacredita a sua capacidade de ocupar as mesmas funções dos homens. Ademais, consoante ao que afirma A. Schopenhauer de que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo, é vital, dessa forma, ampliar o repertório de conhecimento dos cidadãos se a alteração do cenário hodierno é o objetivo.
Infere-se, portanto, que medidas precisam ser tomadas para resolução da problemática. Assim, cabe ao Ministério do Trabalho, implementar maior oportunidade ao gênero feminino no âmbito trabalhista e promover a conscientização dos indivíduos como um todo. Por meio de cotas femininas para funcionários públicos, asseveração de licença maternidade de 1 ano às mães e campanhas de promoção da inserção da figura feminina no ambiente de trabalho - por intermédio da distribuição informação através de cartilhas, folhetos e palestras instrutivas nos sindicados. Com o fito de proteger às trabalhadoras nos seus postos de trabalho e aumentar a compreensão popular sobre a imprescindibilidade da inclusão de mulheres no sistema de produção nacional.