A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 11/07/2020

Emancipação feminina em atividades trabalhistas

Em virtude do machismo idealizado na sociedade brasileira, que consolidou pensamentos de superioridade do gênero masculino sob o gênero feminino, acaba afetando as mulheres na atuação no mercado de trabalho. Tendo em vista que os pensamentos machistas inibem a participação de mulheres em determinados setores trabalhistas, pois são previamente caracterizados masculinos e dominados desta forma por homens e, enaltecendo o abismo referente às desigualdades enfrentadas por mulheres na garantia de seus direitos como cidadãs trabalhadoras, deve-se abrir para diálogo essas questões.

Tendo em consideração a cláusula pétrea que assegura que “todos são iguais perante a lei” alegando que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, decretada pela Constituição Federal de 1988, é necessário questionar a escassez de mulheres ocupando cargos de alta relevância dentro de empresas e a diferença de salários recebidos entre homens e mulheres. Visando à falta de oportunidades enfrentadas por mulheres na ocupação de cargos de grandes prestígios e a imposição de que os homens tenham mais liderança do que as mulheres, acaba gerando o seguinte dado, de que apenas 41,8% dos cargos de lideranças são femininos, segundo o IBGE, esse dado representa o desequilíbrio na participação de mulheres em determinados cargos.

Outro questionamento referente a falta de direitos entre os gêneros, está pautada na diferença salarial. Independente do nível de escolaridade as mulheres recebem um salário inferior aos dos homens, de acordo com uma pesquisa realizada pelo IBGE no ano passado, a renda média das mulheres foram de R$1,985,00 e a dos homens foram de R$2,555,00. Esses fatos demonstram como a sociedade brasileira não reconhece a igualdade dos gêneros, apesar da enorme luta das mulheres voltada para equidade dos gêneros em todos os contextos sociais.

A luta das mulheres para garantir os seus direitos no mundo do trabalho não é de hoje, entretanto de maneira gradativa elas estão conseguindo alcançar seus objetivos. Portanto, cabe a todos os cidadãos ajudarem nessa luta e, principalmente as pessoas de grande importância, inseridos no mercado de trabalho apoiar e defender a igualdade de direitos e de oportunidades para todos, seja através da criação de cotas, que exigem a ocupação das mulheres em altos cargos nas empresas, ou no aperfeiçoamento da fiscalização por agentes públicos, que buscam garantir os seus direitos. Desse modo será possível a inclusão das mulheres no mercado de trabalho, para progressivamente, às mulheres consigam apresentar seu potencial.