A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 10/07/2020

Comemora-se o dia da mulher na data de 8 de março, e muitos ligam a homenagem ao incêndio em  25 de março de 1911, onde uma fábrica têxtil pegou fogo e 129 mulheres morreram em meio as chamas ou se jogaram do prédio se vendo em desespero. A data é realmente um marco para as lutas feministas que decorreram o século 20, porém a ideia do dia da mulher já havia sido proposta um ano antes. As causas do incêndio condizem com as condições das fábricas da época: os tecidos eram facilmente inflamáveis e a iluminação era gás.

Pode-se dizer e afirmar que o incidente se deu pelas péssimas condições de trabalho típicas das empresas da época. Talvez, se as condições de trabalho não fossem tão ruins e cuidados fossem tomados, aquelas vidas não teriam se perdido. Ainda na atualidade podemos ver certo descaso com os empregados, majoritariamente com as mulheres.

A desigualdade entre homens e mulheres no trabalho existe, as desculpas que os empregadores dão pelas dificuldades em contratação do gênero feminino são chamadas de “questões domésticas” as que mais saem prejudicadas são as mulheres que já são mães, a penalização por maternidade não afeta só o acesso ao emprego tal como também afeta a possibilidade de desenvolvimento profissional e crescimento no local de trabalho. Menstruação, gravidez, filhos, são vistos como prejuízo pelos contratantes o que causa a diferença salarial, homens tendem a ter maior carga horária e não precisam interromper carreiras como muitas mulheres.

A ideia de que “lugar de mulher é em casa” é algo já imposto socialmente, de forma primitiva. A inferiorização da mulher, a desvalorização desta na sociedade é um paradigma. A educação é o caminho para que essas ideias machistas percam seu suposto valor, as crianças devem ser ensinadas na escola desde pequenas para que as mentes não sejam fechadas e caiam na arcaica ideia da sociedade patriarcal. As mulheres também devem correr atrás de sua formação profissional, buscando suas capacitações afim de competir por um emprego de igual para igual com qualquer outra pessoa. Leis que aparem a mulher nessas situações corriqueiras (questões como filhos) devem ser garantidas.