A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 11/07/2020
Antes exclusivamente para o lar, as mulheres atualmente ocupam os mais diversos cargos. Com a chegada da Revolução Industrial, a partir da segunda metade do século 18, surgiu a necessidade de uma maior mão de obra, fazendo com que mulheres fossem contratadas. Apesar dessa inserção feminina no mercado de trabalho, muitos fatores devem ser superados, tais como a falta de oportunidades e a sobrecarga de trabalho diário.
Primordialmente, mesmo com essa evolução, a busca por igualdade é constante, visto que as vantagens não são igualitárias. Embora possuam maior grau de escolaridade, uma pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2016, mostra que 21,5% das mulheres concluíram o ensino superior contra 15,6% dos homens, mas o rendimento das mesmas equivalia aproximadamente 3/4 da renda masculina, ressaltando o contraste salarial.
Cabe ainda destacar a jornada tripla de trabalho submetidas, na qual desempenham múltiplas funções, como: cuidar dos filhos, afazeres domésticos e, é claro, o ofício. Essa sobrecarga de deveres pode afetar diretamente não só no emprego, como também na vida pessoal, uma vez que gera cansaço físico e até mental. Muitas vezes as mulheres se expõem ao seu limite suportado acreditando que conseguem realizar tais deveres com plenitude, alimentando o imaginário imposto pela sociedade de ‘‘super-mulher’’.
Em síntese, é necessário ações do poder legislativo na formação de leis eficazes que garantam as mesmas oportunidades trabalhistas, bem como a flexibilidade dos locais de trabalho, visando não somente o serviço prestado, mas sim o bem-estar como um todo. Desse modo, espera-se minimizar os problemas enfrentados, para que assim os erros cometidos desde o passado não sejam os mesmos no futuro.