A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 11/07/2020
A constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito à igualdade de gênero. Entretanto, na prática tal garantia é deturpada, visto que existe uma desvalorização da mulher no mercado de trabalho. Esse cenário nefasto ocorre não só por conta da diferença salarial entre homens e mulheres que ocupam o mesmo cargo, mas também devido à dupla jornada de trabalho feminino. Logo, faz-se imperiosa a análise desa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves para a consolidação dos direitos constitucionais.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que um dos principais males desse problema é o fato de muitas mulheres serem subestimadas quanto a sua produtividade e capacidade. Isso ocorre, pois ainda há um grande preconceito com relação ao trabalho feminino, em que algumas pessoas acreditam que a mulher produz menos do que o homem no ambiente de trabalho. Essa realidade tem raízes históricas, visto que a disparidade salarial entre homens e mulheres já era uma prática comum desde a Primeira Revolução Industrial, momento em que as mulheres começaram a ingressar no mercado de trabalho.
Sendo assim, é necessário que medidas sejam tomadas para reverter esse quadro de desigualdade.
Em segundo plano, destaca-se que o sexo feminino tem que conciliar o trabalho doméstico com o profissional e isso gera uma sobrecarga. Desse modo, ainda que elas tenham entrado no ramo de atividades trabalhistas, persiste na sociedade uma visão machista de que a limpeza e organização da casa deve ser de responsabilidade da esposa. Além disso, em alguns casos, a mulher possui o papel de provedora do lar, fato que intensifica e exemplifica a situação vivenciada por elas. Com isso, há uma maior dificuldade de a figura feminina progredir no mercado trabalhista.
Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa forma, é dever do Ministério do Trabalho promover o rompimento de paradigmas sobre a discrepância salarial entre pessoas que exercem a mesma função, mas que pertencem a gêneros diferentes, por meio de campanhas, anúncios e propagandas nas mídias em geral, os quais retratem, de maneira fidedigna, a importância da figura feminina no mercado de trabalho, com o intuito de reduzir os estereótipos e criar uma sociedade mais igualitária. Só assim, o país tornar-se-á mais plural e justo .