A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 12/07/2020
São diversas as desigualdades existentes na sociedade brasileira. Uma das mais evidentes refere-se às relações de gênero, menos relacionada à questão econômica e mais ao ponto de vista cultural e social, constituindo, a partir daí, as representações sociais sobre a participação da mulher dentro de espaços variados, seja na família, na escola, igreja, nos movimentos sociais, enfim, na vida em sociedade.
A Pesquisa Profissionais da Catho de 2019 mostrou que, mesmo com maior grau de escolaridade, as mulheres ganham menos que homens. O fato da formação profissional ser um dos mais importantes pilares para a ascensão na carreira e, por consequência, para o aumento de salários e demais benefícios, fica claro que há um descompasso representativo. Os dados do levantamento indicam que, apesar da acirrada disputa, as mulheres saem na frente no recorte de nível superior e pós-graduação completo.
A maternidade se relaciona muito com a desigualdade de gênero no mercado de trabalho. Os impedimentos que a responsabilização da mulher nos cuidados com os filhos geram e a discriminação pesam na balança para as mulheres e refletem em menor remuneração salarial, redução da empregabilidade e das perspectivas do desenvolvimento da carreira profissional.
Políticas públicas que promovam a criação e ampliação do número de creches e pré-escolas são urgentes, já que constituem recurso efetivo de diminuição da carga e da quantidade de atividades de cuidado realizadas pela mulher. É necessário também discutir e alertar para a necessidade da da igualdade de gênero e de distribuição mais equilibrada dos históricos papéis sociais de homem e mulher. Eles podem e devem conviver de maneira mais harmônica no universo do trabalho remunerado e das responsabilidades familiares.