A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 12/07/2020

Jean-Jacques Rousseau, um importante filósofo, afirmou que: Uma sociedade verdadeiramente justa e igualitária deveria estabelecer um pacto social baseado na garantia da liberdade e da igualdade. Portanto, pode-se usar essa afirmação para a famigerada discussão da igualdade de gênero e a imposição da mulher no mercado de trabalho, situação que se refere aos direitos humanos, mas, que atualmente observa-se que muitos desses direitos ainda são violados. Dessa forma, é necessário analisar os fatores que contribuem para essa problemática, a fim de construir um país mais igualitário.  De acordo com o artigo “Igualdade de Gênero e Raça”, no Brasil a inclusão da mulher no mercado de trabalho foi tardia, dando início após a Segunda Guerra Mundial, quando os homens tinham que ir para as frentes de batalha e as mulheres passaram a assumir a posição dos homens no mercado de trabalho, mas, desde essa época o trabalho e esforço feminino sempre foi desvalorizado. Embora as mulheres também tenham entrado para o setor industrial, os maridos continuavam a receber salários maiores e sendo os principais responsáveis por sustentar a casa.

Próximo à década de 60, o Brasil passava por diversas mudanças no governo, diante de tais acontecimentos, surgiram os primeiros movimentos feministas no país, como forma de protesto, as mulheres reivindicavam seus direitos no mercado de trabalho e, a participação feminina quando se trata da mulher na sociedade.

A partir de então, a participação das mulheres nesse meio aumentou, mas com passos lentos, como até hoje não têm total espaço e igualitariedade como os homens. Tal luta é presente até os dias de hoje, tendo mulheres com dupla jornada de trabalho ainda sendo desvalorizadas, quando segundo ao IBGE, mulheres dedicam 21,3 horas semanais a afazeres ou cuidados de parentes, os homens só empenham 10,9 horas nesse tipo de tarefa. Sendo um dos maiores problemas, a desigualdade salarial ainda é um tabu nos dias de hoje. Mesmo com cargos iguais, na maioria das vezes mulheres ainda recebem menos do que os homens, o que é proibido por lei, mas ainda é violado por muitas empresas.

Um importante marco para essa luta foi uma reunião do G20, grupo do qual o Brasil faz parte, foi estabelecida metas para a redução da desigualdade de gênero nas maiores economias do mundo. Até 2025, o Brasil precisa reduzir a diferença entre homens e mulheres em 25%.

Os padrões de gêneros não são biológicos, mas sociais, logo, podem ser redefinidos. Cabe aos educadores e às famílias a conscientização às crianças contra o sexismo. O Estado deve dar incentivo, aliado aos meios de comunicação, para a ideia de que homens e mulheres são iguais e, assim, se faça valer o artigo 5º da Constituição Federal Brasileira, “Todos são iguais perante à lei [..]”.