A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 12/07/2020
Segundo o Artigo I da Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgado pela ONU em 1948, todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos, sem distinção qualquer. Toda via, observa-se desigualdades em relação ao gênero, como a baixa oportunidade das mulheres no mercado de trabalho e sua remuneração em relação aos homens. Assim, mostra-se imprescindível o desenvolvimento de ações, a fim de mudar esse cenário na sociedade.
As mulheres são menos propensas a participar do mercado de trabalho do que os homens e têm mais chances de estarem desempregadas na maior parte dos países do mundo, afirma novo estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A taxa global de participação das mulheres na força de trabalho ficou em 48,5% em 2018, 26,5 pontos percentuais abaixo da taxa dos homens, de acordo com o relatório “Perspectivas Sociais e de Emprego no Mundo: Tendências para Mulheres 2018”
Ademais, o estudo de Estatísticas de Gênero, divulgado em 2019 pelo IBGE, revela que as mulheres trabalham, em média, três horas por semana a mais do que os homens, combinando trabalhos remunerados, afazeres domésticos e cuidados de pessoas e ainda contando com um nível educacional mais alto. E, mesmo assim, ganham, em média, 76,5% do rendimento dos homens.
Em busca de reverter essa perspectiva, os movimentos de empoderamento feminino e grupos que atuam na luta pela igualdade de gêneros, já conquistaram muitos direitos para as mulheres, não só no mercado de trabalho, como também na política e no social. Dados de 2010 do IBGE mostraram que a participação feminina no mercado de trabalho mais que triplicou, passando para 49,9%.
Contudo, as perspectivas das mulheres no mundo do trabalho ainda estão longe de ser iguais às dos homens. Logo, é mister a adoção de outras medidas para alcançar a equivalência política, econômica e social entre homens e mulheres. O Governo federal deve fiscalizar efetivamente se as empresas cumprem a isonomia salarial. O princípio de igualdade para todos não se aplica só a governos, deve ser abordada, por exemplo, em escolas, pelo Ministério da Educação, e em lares, através de discussões e palestras às novas gerações sobre o machismo e o patriarcado enraizado com o objetivo de desconstruí-los, visto que são fatores impulsionadores dessas desigualdades. Ademais, a Mídia, que exerce forte influência na formação de opinião dos indivíduos, deve trabalhar na divulgação de campanhas e informações sobre o empoderamento feminino e igualdade de gênero. Desse modo, teremos, de maneira efetiva, as conquistas determinadas pelos Direitos Humanos.