A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 12/07/2020
Durante os anos entre 1945 e 1964, período denominado de Anos Dourados no Brasil, muita coisa estava mudando inclusive a inserção da mulher no mercado de trabalho. Nos dias de hoje, embora ainda estejam em minoria em relação aos homens, as mulheres estão mais presentes no ramo trabalhista. Porém, apesar disso ainda existe uma grande diferença de oportunidades e qualidade de emprego entre os gêneros masculino e feminino. Diante dessa situação, é preciso estar a par dos problemas que culminam na desigualdade entre os sexos para que soluções sejam encontradas.
Em primeiro lugar, já foi comprovado com pesquisas que as mulheres recebem menos que os homens independentemente do seu grau de formação. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE) as mulheres brasileiras recebem um salário cerca de 20,5% menor que o dos homens. E conforme também com a Pesquisa Profissional do Catho realizada em 2019, mesmo com maior grau de escolaridade o, gênero masculino chega a ganhar até 52% a mais que o gênero feminino. Ou seja, é perceptível diante desses fatos que ainda existe um preconceito contra a mulher no mercado de trabalho, revelando uma desigualdade entre os gêneros.
Outro fator problema existente é o machismo no mercado de trabalho, homens que estão presos ao pensamento de a mulher só “serve” para cuidar da casa, ser esposa e se dedicar aos filhos . De acordo com pesquisas feitas pelo jornal “ O Globo” vemos que infelizmente apenas 37% das mulheres brasileiras ocupam um cargo de alto escalão e apenas 10% estão na liderança das grandes empresas. Desse modo consegue-se ter a percepção de que em inúmeros setores a inclusão da mulher é algo difícil. Esse problema é fácil de ser visto nas escolhas das profissões pelos estudantes, poucas são as garotas que escolhem ir para o ramo da tecnologia, por exemplo, isso devido ao estigma que ainda existe com elas por querer cursar tal matéria.
Com isso conclui-se que, ainda há problemas de desigualdade entre os gêneros no mercado ocupacional trabalhista. Desse modo o governo deveria promover mais oportunidades de emprego de qualidade e com igualdade nos salários para as mulheres, promover políticas públicas e campanhas contra o machismo.