A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 12/07/2020

Em virtude das guerras e revoluções que aconteceram no século XX as mulheres começaram a ingressar no mercado de trabalho e assumir as empresas familiares enquanto os homens estavam em guerra. Depois do retorno dos homens as mulheres se recusaram a voltar a fazer apenas tarefas domésticas e gradualmente começaram a ganhar o mercado e trabalho, porém, encontraram muita dificuldade como, por exemplo, salários menores e preconceito.

A participação das mulheres no mercado de trabalho mesmo que lentamente vem se ampliando a cada dia. O último dado apresentado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que, hoje, a participação feminina chega a 49,9% contra 14% em 1950. Apesar de conquistarem seus trabalhos remunerados isso muitas vezes não as isentaram de fazer os trabalhos domésticos, já que são elas que geralmente limpam a casa, cuidam dos filhos, entre outras tarefas domésticas.

De acordo com pesquisa do IBGE, as mulheres gastam o dobro de tempo dos homens em atividades domésticas. Enquanto eles gastam em média 10,9 horas por semana, as mulheres gastam 21,3 horas. Segundo o IBGE as mulheres ganham em média 20,5% a menos que os homens, e isso se explicam como dois principais fatores, o primeiro deles são que as mulheres recebem em média R$13,00 por hora e os homens R$14,20 pelo mesmo período. O segundo fator é em relação às horas de serviço, elas têm menos horas trabalhadas semanalmente, 37 horas e 54 minutos contra 42 horas e 42 minutos dos homens.

Destarte, para que haja uma redução das desigualdades em relação à mulher é preciso que o Ministério do Trabalho analise as condições das mulheres nos seus locais de trabalho e corrijam seus respectivos salários. Em relação à entrada de mulheres no mercado de trabalho é apenas uma questão de tempo para que vejam o seu real valor para a sociedade.