A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 13/07/2020
Há alguns anos atrás as mulheres eram educadas para realizarem apenas trabalhos domésticos e “servirem” aos seus maridos, a sociedade também dificultava o acesso das mulheres á educação uma vez que a mulher era tida como propriedade e não um ser de direito. Uma constatação recorrente é a de que, independente do gênero, a pessoa com maior nível de escolaridade tem mais oportunidades de inclusão no mercado de trabalho e melhores salários. Conforme, estudos recentes verificam-se que mesmo de forma tímida, a mulher tem tido uma inserção maior no mercado de trabalho. Isto devido ao aumento contínuo de escolarização feminina, a ocupação da mulher no mercado de trabalho tem ganhado destaque(ainda que discreto!).
Algumas mudanças começam a ocorrer no mercado de trabalho durante as greves realizadas em 1907 (greve das costureiras) e 1917, com a influência de imigrantes europeus (italianos e espanhóis), e de inspirações anarco-sindicalistas, que buscavam melhores condições de trabalho em fábricas, em sua maioria têxtil, onde predominava a força de trabalho feminina. Entre as exigências das paralisações, estavam a regularização do trabalho feminino, a jornada de oito horas e a abolição de trabalho noturno para mulheres.
Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), apesar de estarem mais presentes nas vagas de emprego, elas ainda possuem uma remuneração salarial menor em relação aos homens. Esse é um tema diretamente ligado ao modo como a sociedade se estruturou século após século. É por isso que, para termos um panorama completo, vale fazer uma visita ao passado. Além disso, é importante mergulhar novamente nos números para analisar o que eles podem mostrar sobre o cenário atual e as perspectivas de futuro.