A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 12/07/2020

Como Clarice Lispector traz, em seu livro “Perto do Coração Selvagem”, se o processo de se entender já é complexo naturalmente, mais complexo é quando se trata de se entender enquanto mulher, submetida a diversas opressões e estereótipos. Não obstante a obra não ser específica ao mercado de trabalho, entende-se as dificuldades encontradas pelas mesmas. Com isso, faz-se apropriado, analisar os preconceitos sofridos por elas, por mais complexo que pareça.

Primeiramente, deve-se olhar para a falta de informação e o descrédito sofrido. Mesmo com um aumento nas estatísticas gerais, as mulheres ainda não estão completamente inseridas em cargos de chefia. A diferença salarial e algumas ainda devem equilibrar trabalho com casa. “Segundo os dados do IBGE, enquanto um homem ganha, em média, R$2.306 reais, as mulheres recebem R$1.764 reais”. Isso deve-se ao fato de em muitas empresas elas ocuparem posições mais “simplórias” com a falsa ilusão do homem ser o provedor da casa. Mesmo, com muita dificuldade as mulheres continuam lutando pelo espaço e reconhecimento.

No entanto, com base nos dados, é necessário inferir que de acordo com o Ministério do Trabalho no Brasil “há um crescimento constante da ocupação das mulheres no mercado de trabalho. Para o IBGE, elas representam 51,03%.”, Apesar de sua presença em cargos altos não ser tão grande, elas estão começando a ocupar esse cenário acordo com uma pesquisa da Page Executive “As mulheres ocupam apenas 16% dos postos de alta gestão”. As mulheres trazem inovações na realização de diversas atividades e na progressão da empresa sendo essencial a presença delas.

Porém para isso é necessário processos seletivos mais igualitários, entre os gêneros, não levando em conta o fato de a mulher ser mãe ou não, todos devem ter as mesmas chances de conseguir a vaga, para melhorar esse cenário é preciso que todos tenham uma mente mais aberta.