A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 12/07/2020

O crescimento econômico do Brasil na última década não levou a mais igualdade no mercado de trabalho. Com ou sem crise, as mulheres brasileiras continuam a trabalhar mais - cinco horas em média - e ganham menos. A renda das mulheres é equivalente a 76% dos homens e as mulheres continuam a ter menos oportunidades de ocupar cargos de liderança ou gerência. O duplo ônus também impõe restrições a muitas mulheres para entrar no mercado de trabalho, mesmo sendo responsáveis ​​pela subsistência de quatro em cada dez famílias.

As mulheres tendem a ganhar menos que os homens porque geralmente trabalham menos em seu trabalho remunerado - em média seis horas por semana. No entanto, como as mulheres passam o dobro do tempo que os homens nas tarefas domésticas, elas trabalham, no total, cinco horas a mais do que os homens. No total, as mulheres trabalham 55,1 horas por semana e os homens 50,5 horas.

De acordo com a pesquisadora do IBGE Cristiane Soares, os homens continuam a não exercer o peso quando se trata de tarefas domésticas, o que afeta o horário de trabalho. “Em uma década, os homens continuam trabalhando nas tarefas domésticas apenas por 10 horas por semana”, destacou.

Mulheres jovens com idades entre 15 e 29 anos também estão em desvantagem em comparação com homens na mesma idade. No Brasil, muitos deles abandonam a educação e trabalham para cuidar da casa. Entre o número total de mulheres, a grande maioria não têm emprego, educação ou treinamento atualmente, contra 7,8% dos homens na mesma faixa etária.

Além disso, há muitas denúncias de assédio e abusos sofrido por mulheres em seu ambiente de trabalho, sendo assim outra dificuldade sofrida pelas mesma.