A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 21/07/2020
Na série “Coisa Mais Linda”, exibida pela Netflix, a personagem Thereza retrata a luta da mulher por um maior espaço no mercado de trabalho na década de 50. Hodiernamente, a realidade brasileira assemelha-se ao seriado, tendo em vista que as dificuldades enfrentadas pelas mulheres para ingressar no mercado de trabalho ainda é um problema existente no país. Dessa maneira, a desigualdade entre gêneros, bem como o preconceito da sociedade fazem com que esta situação negativa persista.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar que a desigualdade de gênero no ambiente de trabalho remonta um legado histórico. Desde a Revolução Industrial, no século XVIII, com o fortalecimento das industrias aumentava-se a necessidade de mão de obra, assim as mulheres se tornaram um papel fundamental no trabalho, já que o valor pago a elas era inferior. Infelizmente, esse cenário está presente no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2018 as mulheres ganhavam em média 20,5% menos que os homens. Logo, a desigualdade entre gêneros favorece para que as mulheres mesmo participando do trabalho seja inferior ao homem.
Além disso, o preconceito enraizado na sociedade contribui para a problemática. O filme “Barbie e As Três Mosqueteiras”, narra a história de quatro jovens que sonhavam em ser mosqueteiras, mas ouvem diariamente que esse trabalho não é para as mulheres, que só homens podiam exercer. Tristemente, a realidade do filme é comum na sociedade que alimenta os estereótipos sobre o trabalho da mulher em diversas áreas, como no futebol que até os dias atuais as mulheres lutam para ter o mesmo espaço que os homens. Dessa forma, torna-se inaceitável que as brasileiras continuem sendo limitadas no âmbito profissional.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Economia, deve criar uma campanha de igualdade salarial no país, por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele deve constar que todo trabalho exercido da mesma forma independente do gênero deve receber salários iguais. Espera-se, com essa ação, que dificuldades encontradas pelas mulheres no mercado de trabalho sejam freadas no cenário brasileiro.