A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 28/07/2020
Nas tribos Celtas, homens e mulheres eram tratados de forma igualitária, detinham o mesmo poder opinativo nas decisões importantes. Nessa perspectiva, vê-se que ainda no segundo milênio a.C, equidade de gêneros era existente. Logo, é possível concluir que a desigualdade de gênero é intrínseca a cultura. Conquanto, a maioria dos países cultuam uma sociedade patriarcal, a exemplo, o Brasil. Tal fato é evidenciado no âmbito do mercado de trabalho, tendo em vista que apesar da isonomia ser um direito constitucional, a ineficiência do Estado associada a aceitação de uma cultura machista por parte dos brasileiros faz com que as mulheres não desenvolvam total expressividade como deveriam.
Em primeiro plano, é fundamental compreender como a ineficiência do Estado contribui para a consolidação da problemática abordada. Para isso, é pertinente citar Antonio Gramsci, filósofo, “as classes dominantes controlam os dominados para que esses vivam em submissão”, a menção aborda a classe feminina perante o patriarcado. Desse modo, com a ausência estatal, perpetuará o ideário machista por gerações, visto que é o maior financiador da educação e propagador da cultura brasileira. Além disso, a desigualdade faz-se presente também na esfera pública, a lei licença-maternidade é uma prova disso, pelo Estado, homens já são obrigados a passar menos tempo cuidando dos filhos ao contrário das mulheres. Dessarte, as mulheres são desrespeitadas quanto ao quinto artigo da Carta Magna, tornando evidente os efeitos da desigualdade no mercado de trabalho no que concerne à equidade.
Paralelo a isso, é nítida a relevância plangente que a aceitação da cultura machista por parte da população brasileira propicia a sociedade. É inegável que as mulheres são desvalorizadas ao que tange o mercado de trabalho, na medida em que sofrem preconceito, arraigado de forma atávica na cultura brasileira, danos são fomentados até na qualidade de vida, encontra-se além de uma discriminação. Nesse viés, é importante ressaltar que a transmissão desse ideário perpetuará entre o patriarcado com grande influência, a exemplo, os empregadores, deixam de contratar mulheres ou se contratadas, serão mal remuneradas. Portanto, medidas são necessárias para reverter esse panorama.
Dessa forma, pode-se perceber que o debate acerca da mulher brasileira no mercado de trabalho é imprescindível para a construção de uma sociedade mais igualitária. Nessa lógica, é imperativo que o Estado adote medidas que ponham em prática o direito à igualdade de gênero como, alteração das leis díspares, criação de creches e pré-escolas para a diminuição de atividades da mulher, promoção da igualdade de gênero por meio do ensino desde o início da vida escolar. Feito isso, a sociedade brasileira poderá caminhar para plenitude da democracia no mercado de trabalho.