A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 22/07/2020

A série “Girlboss” mostra a caminhada da personagem Sophia no empreendedorismo; sem muitas oportunidades de emprego e com pouca formação escolar, ela aposta no ramo e-commerce e vira uma curadora de roupas de sucesso. Similarmente, as mulheres brasileiras têm apostado na chance de empreender para construir uma carreira sólida, dada a falta de oportunidade de vagas e a disparidade de salários.

Em primeira instância, a sociedade é masculina e o homem não define a mulher como um ser autônomo, como disse a escritora francesa Simone de Beauvoir. Assim, o ingresso da mulher no mercado de trabalho é retardado. De acordo com o Instituto de Engenharia, apenas 12% dos profissionais da área inseridos no mercado são mulheres. Embora o número de matrículas do sexo feminino nos cursos de engenharia tenham aumentado nos últimos anos, a evasão por motivos de assédio e desvalorização do trabalho continua existindo em grande número.

Ademais, segundo levantamento de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a diferença salarial de um homem para uma mulher que ocupam o mesmo cargo é de mais de 60%. Sendo assim, empresas que não pagam a mesma remuneração para pessoas de mesmo cargo com justicativas de possível gravidez, mais chances de estresse emocional, entre outras, estão violando a Lei 1.723/1963 que garante a equiparação salarial.

Por certo, assim como a Sophia, mulheres têm deixado de se especializar para o mercado de trabalho a fim de investir no seu próprio negócio. Para que esse quadro não prejudique a escolaridade das mulheres brasileiras, cabe ao Ministério do Trabalho e ao Ministério da Cidadania, elaborar projetos de lei que garantam vagas de mulheres em todos os ramos, com salários justos, e promover auditorias para garantir a efetividade dessas leis e também consultar projetos que melhorem a condição de trabalho da mulher na sociedade brasileira.