A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 23/07/2020
A mulher brasileira no mercado de trabalho
Nos anos de 1950 e 1960, mulheres não eram vistas com tanta frequência no mercado de trabalho, era lícito pagar menos para elas em relação aos homens, havia menor índice de escolaridade da parte feminina e havia uma série de normas culturais sobre papéis e aptidões de gênero. Entretanto, nas últimas décadas, a mulher conquistou seu local no mercado de trabalho de forma mais igualitária, todavia com alta disparidade de salários. Nesse sentido, convém analisarmos o fator que impossibilita as cidadãs brasileiras de conquistar direitos iguais no meio profissional.
Sob esse viés, cabe apontar a criação de filhos como fator diferencial entre gêneros no âmbito de trabalho. Sabe-se que, atualmente, em trabalhos iguais, com mesmo nível de escolaridade, mulheres ganham uma quantia semelhante aos homens. Entretanto, quando se chega à idade fértil, o quadro modifica-se drasticamente. Uma pesquisa divulgada pela Catho, feita em 2018, aponta que 30% das mulheres deixam o mercado de trabalho para cuidar dos filhos, porém entre os homens, essa proporção é quatro vezes menor, apenas 7%. Dessa forma, a escolha de ter filhos decai de forma imparcial para mulher, que demanda serviço em tempo integral.
Portanto, indubitavelmente, ainda há entraves para a solidificação de uma sociedade mais igualitária em termos profissionais. A participação dos homens para que haja uma mudança cultural é de suma importância, pois devem auxiliar as mulheres na criação dos filhos e nos trabalhos domésticos. Dessa forma, cabe ao Governo Federal, por meio de leis, incentivar os homens na criação dos filhos, permitindo-os se afastarem do trabalho no início da gravidez, por exemplo. Visto que homens e mulheres são igualmente, provedores e cuidadores, espera-se que com a participação de ambos, a mulher possa decidir ter ou não filhos e permanecer em ascensão profissional, assim como qualquer indivíduo possui tal direito.