A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 23/07/2020

Participação da mulher no mercado de trabalho brasileiro

Com a revolução industrial, boa parte da mão de obra feminina foi presente dentro das fábricas, principalmente na operação das máquinas. Sendo assim, devido aos seus salários inferiores em comparação aos homens, os empresários preferiam contratá-las visto que essas sujeitavam-se de 14 à 16 horas de trabalho, e trabalhavam, na maioria das vezes em condições prejudiciais à saúde. Com o avanço da luta das mulheres pela igualdade de oportunidades e direitos, pode-se dizer que atualmente não há nenhuma função que as mesmas já não tenham desempenhado, porém a desigualdade salarial ainda existe entre os gêneros.

De acordo com um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres ganham menos do que os homens em todas as ocupações selecionadas na pesquisa. Mesmo com uma queda na desigualdade salarial entre 2012 e 2018, as trabalhadoras ganham, em média, 20,5% menos que os homens no Brasil. Apesar do cenário trabalhista ser complexo e desigual, tal realidade é o reflexo das crenças e atitudes machistas na sociedade, tendo como principal fundamento o homem ser superior à mulher.

Para resolver tais impasses, acredita-se que com a aplicação correta da lei da igualdade salarial do artigo 461 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o emprego da mesma deve ser mantido quando os profissionais executam as mesmas funções na empresa e que possuem cargos de igual valor, produtividade e necessidade técnica. Além disso, deve-se incentivar a equidade social, que valoriza o respeito às diferenças e promove a garantia dos direitos a partir das especificidades. Por exemplo, o direito da mulher à gestação, à maternidade e à amamentação de seus filhos sem desvalorização de seu acesso e permanência no mercado de trabalho, para formar assim, uma sociedade democrática e justa para todos.