A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 23/07/2020

Durante muito tempo, as funções da mulher se limitavam a cuidar da casa, mas esse cenário começou a mudar a partir da segunda metade do século XVIII, com o advento da Revolução Industrial. Mesmo com todas ressalvas que se possa fazer quanto à maneira como ocorreu a inserção da mulher no mercado de trabalho, foi um processo decisivo – ainda que lento – para a emancipação feminina. Nesse contexto, há dois fatores que não podem ser ignorados: desigualdade em diversos elementos e importância no meio do trabalho.

Nesse âmbito, vale ressaltar que a desigualdade em rendimento, formalização e disponibilidade de horas para trabalhar, são alguns dos elementos que permanecem distintos entre homens e mulheres. Conforme pesquisa realizada pelo IBGE em 2019, as mulheres trabalham cerca de três horas a mais por semana que os homens. Além disso, mesmo com um nível educacional mais alto, elas ganham 76,5% do rendimento dos homens. Ainda, a pesquisa explica um motivo para essa desigualdade: menor frequência de mulheres no alto escalão de empresas. Bem ao contrário do que ocorre no filme “Um senhor estagiário”, onde a atriz dirige sua empresa de moda. Dessa maneira, nota-se que mesmo três séculos depois, as mulheres não têm igualdade em relação aos homens, inclusive quanto a remuneração.

Porém, cabe salientar que apesar do complexo de desigualdade criado acerca delas, o seu potencial para o crescimento do mercado de trabalho pode mudar essa realidade. De acordo com o estudo “Perspectivas sociais e de emprego no mundo - Tendência para as mulheres” realizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), isso poderia injetar 382 bilhões de reais à economia brasileira. Entretanto, assim como os países do G20, o Brasil teria que reduzir a desigualdade em até 25% até 2025, fato que não parece estar acontecendo. Dessa forma, além de incentivar a economia, as mulheres conseguiriam igualdade em todos aspectos que atualmente, estão diferentes.

Logo, é imprescindível que o Ministério da Mulher crie o Fundo de Auxílio à Mulher no Mercado de Trabalho (FAMUMT), onde se consiga afirmar a presença da mulher no mercado de trabalho, dando apoio financeiro a estas e um pequeno incentivo para as empresas. Além disso, realizar cursos em conjunto com SENAI sobre a inserção da mulher e seus benefícios para a economia até 2025, ministrado por especialistas em economia. Espera-se, com essas ações, o hábito em contratar mulheres e uma plena equivalência no mercado de trabalho, beneficiando o Estado e o público feminino.