A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 23/07/2020

O machismo, infelizmente, esta extremamente enraizado na nossa sociedade, fato que, afeta milhares de mulheres em todos os sentidos e, no mercado de trabalho, não é diferente. Um dos motivos para este problema é o forte estigma social de que a mulher “nasceu para cuidar” e “nasceu para ser mãe”, assim alimentando a ideia de que elas tem de manter esse caminho.

Um exemplo claro disso, é que o setor destinado à cuidados pessoais que, segundo dados do IBGE, é majoritariamente ocupado por mulheres, tal como acontece na profissão de babá, que tem 96,4% de participação feminina. Ao se aprofundar mais neste tema a conversa fica mais complicada ainda, visto que, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a maioria da população feminina brasileira com 14 anos ou mais, realiza, ou tem como profissão efetuar trabalhos domésticos e cuidados pessoais. No entanto, mesmo assim o salário recebido neste ramo pelos homens é maior do que as mulheres, recebendo 173,49 reais a mais.

Este problema é muito mais difícil de ser resolvido do que pode-se esperar, pois envolve toda uma cultura altamente entrelaçada nas suas origens com o machismo. O ideal para tentar alcançar ao menos um aspecto de igualdade, seria com o Ministério da Educação efetuando campanhas contra hábitos machistas, sejam elas por meio de palestras, disponibilizando conteúdos informativos ou até mesmo propagandas para alertar as mulheres de seus direitos. Porém, para que isso seja eficiente, cabe também ao governo tomar medidas para que as mulheres tenham as mesmas oportunidades que os homens, como por exemplo, criar leis que garantam à elas o mesmo salário, sem distinção de gênero.