A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 23/07/2020
No Brasil, a inclusão da mulher no mercado de trabalho tem crescido cada vez mais. Nos últimos anos o número de mulheres com carteira assinada dobrou, entretanto, os cargos ocupados pelas mesmas, e seus salários, não acompanhou tal evolução, apresentando uma enorme distância entre homens e mulheres neste quesito.
Profissões que historicamente foram relacionadas com o sexo feminino, tendo como exemplo, o trabalho doméstico, são as que possuem menor remuneração. Na área da educação é possível observar com clareza, professores que lecionam em escolas particulares, no Ensino Médio, onde está concentrada uma melhor remuneração, são em maioria homens. Por outro professores de escolas públicas ou estaduais, no ensino básico, onde apresenta um baixo salário, são uma maioria feminina. Segundo dados do Censo da Educação 2012 feito pelo Ministério da Educação (MEC), dos 2 milhões de docentes da educação básica brasileira, 411 mil deles são homens, e 1,6 milhão, mulheres.
As mulheres ganham menos que os homens para realizar a mesma função em um trabalho, de acordo com um levantamento realizado pelo site de empregos Catho em 2016, onde foram entrevistados mais de 8 mil funcionários, mostra que a diferença salarial entre homens e mulheres, que ocupam um mesmo cargo é de 53%.
Com isso, conclui-se que, a diferença salarial entre os sexos, está sim, presente na sociedade, estando a cargo do Governo Federal, a aplicação de políticas públicas que promovam a criação e ampliação de creches e pré-escolas, tendo em vista que estas são ocupadas por mulheres, visando assim uma melhora da vida pessoal e no mercado, das mesmas. É muito importante também, que seja alertado a importância da igualdade de gêneros, a crença de que mulheres cuidam das crianças e homens do dinheiro, precisa ser superada através do diálogo e da ação, para que se possa viver de maneira mais harmônica na sociedade.