A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 23/07/2020

A mulher brasileira no mercado de trabalho

A participação das mulheres no mercado de trabalho aumentou significativamente a partir do século 18, com a revolução industrial, em que as empresas precisavam cada vez mais de trabalhadores, e desde então o número de mulheres nas empresas só vem crescendo, o que pode causar uma certa ilusão de igualdade de gênero em relação ao trabalho, porém é apenas aparência, pois elas sofrem muito mais de desemprego e desigualdade salarial em relação aos homens por exemplo, problema muito grave na sociedade contemporânea, e que está associado principalmente a fatores culturais.

Culturalmente, a mulher, se destinavam as tarefas de cuidar da casa, dos filhos e de seu marido, sendo estes hábitos passados de geração a geração e praticados por muito tempo.

A revolução industrial do século 18, a qual provocou o crescimento da necessidade de mão de obra, incentivou a inserção das mulheres no mercado de trabalho, porém desde este início o valor pago pelo trabalho delas já era menor do que o dos homens, fato que ocorre até os dias atuais em nosso pais.

De acordo com a lei, que se faz presente na constituição de 1988, no artigo 7, inciso XXX, não é permitido a diferença salarial, de exercício de funções e de não admissão por motivos de sexo, idade, cor ou estado civil. Além da constituição, temos leis presentes na CLT, que são citadas em pelo menos 4 artigos, no 5º, no 373-A, no 461, e no 46, que determinam que salários devem ser iguais sem qualquer distinção de sexo.

Porém de acordo com uma pesquisa do IBGE do ano de 2019, as trabalhadoras no Brasil ganham em média 20,5% menos do que os homens, além disso, no segundo trimestre de 2019 o desemprego entre as mulheres foi de 14,1% contra 10,3% entre os homens, fato que matematicamente não faz sentido, pois o Brasil tem em sua população segundo dados da PNAD contínua, 51,8% mulheres e 48,2% homens, ou seja, mais mulheres do que homens.

Analisando os dados citados podemos perceber que a situação das mulheres no mercado de trabalho não é imparcial e igualitária em relação aos homens como deveria ser. Uma possível solução para esse problema social muito grave, seria por parte do Poder Legislativo do Brasil a criação de leis incentivando a presença das mulheres nas empresas, sendo estas de que 50% dos trabalhadores contratados devem ser mulheres, provisoriamente até a questão da discriminação ser resolvida, além de uma melhor fiscalização dos salários pagos aos trabalhadores, para que se cumpram as leis de que salários devem ser iguais sem distinções de sexo. Para que isto aconteça a população deve fazer protestos e pressionar os políticos e poderes para tomarem as medidas cabíveis.