A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 23/07/2020
Hoje, já é mais do que normal ver a mulher no mercado de trabalho, mas nem sempre foi assim. Durante muito tempo, suas funções se limitavam a cuidar da casa, do marido e dos filhos. Afinal, o homem devia atuar como provedor do lar. Esse cenário começou a mudar, sobretudo, a partir da segunda metade do século 18, com a Revolução Industrial. Na medida em que as indústrias se fortaleciam, a necessidade de mão de obra aumentava, naquela época, o valor pago pelo trabalho feminino já era inferior. Mas mesmo com todas as ressalvas que se possa fazer ao modo como ocorreu a inserção da mulher no mercado de trabalho, esse foi um processo decisivo, ainda que lento, para a emancipação da figura feminina e a conquista do acesso à educação formal.
Você sabia, por exemplo, que só em 1887 o Brasil teve a sua primeira mulher graduada no ensino superior? Esse foi o ano em que Rita Lobato Velho Lopes se tornou médica pela Faculdade de Medicina da Bahia. A mudança de paradigma foi tanta que exigiu alterações na estrutura da universidade, que até então não contava como banheiros femininos. Todos os dias, Rita era levada às aulas pelo pai, que sempre a esperava até o horário da saída. Durante as aulas de anatomia, que envolviam o contato direto com os corpos, ela precisava ser acompanhada por outra mulher – que devia ser, obrigatoriamente, casada.
Imagine se a realidade ainda fosse essa nos dias de hoje? Para se ter uma ideia da mudança já alcançada, basta olhar para a própria evolução da Medicina. De acordo com dados da Demografia Médica de 2018, as mulheres já representam 57,4% dos profissionais da área com até 29 anos, e isso só prova cada vez mais que o preconceito não deve existir.