A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 29/07/2020

Durante a Revolução Industrial, no século 18, as mulheres foram fortemente inseridas nos postos de emprego das fábricas, por conta da carência de mão de obra. Sob essa ótica, no panorama atual, o sexo feminino tem conquistado maior espaço no mercado de trabalho devido a sua capacidade profissional e à luta pela igualdade. No entanto, o assédio no trabalho somado ao salário inferior ao masculino são paradigmas enfrentados por esse grupo.

Em primeiro lugar, 52% das mulheres afirmaram já ter sofrido, pelo menos uma vez, assédio no ambiente de trabalho, segundo a Organização Mundial do Trabalho. Acerca disso, é indiscutível que o machismo estrutural da sociedade só afirma, infelizmente, o comportamento agressivo e constrangedor do homem para com a parceira de emprego. Em suma, é inaceitável que o gênero feminino, que luta pela igualdade de direitos, seja submetido a comentários e ações que desrespeitem sua moral como indivíduo e como profissional.

Em segundo lugar,  mesmo possuindo um nível educacional mais alto a mulher ganha 76,5% da média salarial do homem, de acordo com a pesquisa do Instituto  Brasileiro de Geografia e Estatísticas. Nesse contexto, é lamentável que os estereótipos da sociedade patriarcal, ou seja, do sexo masculino ser superior ao feminino, fato inverídico, ainda seja presente na atualidade. Desse modo, é inadmissível que em pleno século 21 a mulher seja prejudicada economicamente por ser considerada inferior.

Infere-se, portanto, que a mulher enfrenta sérias discrepâncias no mercado de trabalho. Por isso, o Ministério da Educação, em parceria com a escola, por meio de peças teatrais, deve organizar grupos de alunos, com o objetivo de estimulá-los a produzirem encenações com base em problemas encarados pelo sexo feminino no emprego, a fim de serem apresentados aos outros estudantes e a comunidade local. Espera-se, com isso, fomentar a reflexão crítica sobre essas problemáticas, incentivar o conhecimento sobre o assunto é influenciar a luta pela mudança social.