A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 05/08/2020
A consolidação das Leis do Trabalho determina isonomia salarial: “salário igual, sem distinção de sexo, nacionalidade ou idade para todo trabalho de igual valor prestado ao mesmo empregador”. Apesar de a legislação trabalhista garantir a igualdade entre homens e mulheres, a disparidade salarial e outras formas de discriminação ainda são uma realidade. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Primeiramente é viável colocar em pauta as conquistas das mulheres ao longo dos anos. O filme estadunidense “As Sufragistas” resgata uma luta fundamental do movimento de mulheres. Através da história de uma trabalhadora de uma lavanderia que se envolve com o movimento sufragista, o enredo retrata a luta das mulheres inglesas que enfrentaram seus limites na luta por igualdade e pelo direito de voto. Por causa dessa luta, em 1927, o movimento sufragista no Brasil alcançou sua primeira vitória: o reconhecimento do alistamento eleitoral feminino no estado do Rio Grande do Norte e em 1965 ocorreu o sufrágio para todas as mulheres. Entretanto, apesar das mulheres terem tido um avanço na igualdade de direitos há ainda há muitos desafios a serem enfrentados como a discriminação e o assédio no espaço de trabalho.
Em segundo lugar, deve ser analisa o distinção no local de trabalho. Constantemente é presenciada discriminação de gênero no mercado de trabalho, é comum encontrar casos de mulheres que sofrem assédio moral e sexual no ambiente de trabalho e ainda ganhar salários menores do que os homens mesmo quando exercem as mesmas funções. A escassez de normas protetivas voltadas para as mulheres, a ausência de fiscalização dessas normas e o fato de haver uma histórica cultura patriarcalista assentada na superioridade do gênero masculino no mercado laboral contribui para a disseminação da discriminação de gênero nas relações trabalhistas.
Em suma, fica claro que são necessárias iniciativas para garantir a igualdade entre homens e mulheres. Assim, para incentivar a denúncia de desrespeitos como discriminação e assédio, o Ministério do Trabalho, órgão da administração pública federal responsável pelas questões relacionadas às relações trabalhistas no país, deve informar sobre os direitos trabalhistas da mulher por meio de campanhas midiáticas.