A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 03/08/2020
Acreditava-se que o capitalismo possibilitaria a inserção da mulher no mercado de trabalho. De fato ele proporcionou mais espaço, entretanto essas mulheres fariam parte de uma massa que seria mais explorada que os homens, pois o capitalismo encontrou na cultura machista o cenário adequado para essa exploração. Dessa forma, o trabalho feminino foi caracterizado desde o início pela divisão sexual com ordem de gênero e a hierarquização do trabalho.
Em primeira análise, a inserção da mulher no mercado de trabalho veio acompanhada de uma divisão sexual com ordem de gênero. Os trabalhos foram segregados em femininos e masculinos, ou seja, o seu gênero determinaria suas habilidades, os homens teriam os chamados trabalhos produtivos - públicos; e as mulheres os trabalhos reprodutivos e privados. Isso ocorre, porque os empregos femininos foram absolvidos da esfera doméstica, então no início as mulheres trabalhavam em empregos voltados ao cuidado doméstico, mas mesmo depois da industrialização elas realizavam trabalhos precários e menos valorizado. Além disso os tipos de trabalho variam em cada cultura, mas de modo geral não variam em relação à dominação do homem sobre a mulher.
Em segunda análise, é nítido mesmo nos dias de hoje a hierarquização do trabalho. Os trabalhos produtivos considerados masculinos sempre foram mais valorizados quando comparados aos femininos,isso ocorre porque as mulheres eram consideradas mão de obra barata, menos valorizada e sua renda secundária dentro de casa. Infelizmente essas crenças permanecem até hoje, como mostra um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística que apontou que as mulheres ganham 20,5% a menos do que os homens. Além disso, as mulheres se tornam menos competitivas na disputa de um emprego por possivelmente terem licença maternidade, perdendo muitas vezes a vaga para um homem.
Portanto, faz-se necessário que o Ministério do Trabalho em ação conjunta com o poder Legislativo, decrete leis que regulamentem salários iguais para homens e mulheres que ocupem os mesmos cargos, por meio da manutenção das leis trabalhistas. Com a finalidade de tornar mais igualitária a relação salarial e acabar com a hierarquização que existe ainda hoje. Ademais, estipular para os homens uma licença paternidade, uma vez que isso é motivo para a não contratação de mulheres, isso amenizaria esse problema.