A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 06/08/2020

De acordo com as pesquisas do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego a porcentagem de mulheres no mercado de trabalho, entre 2007 a 2017, é crescente. Mesmo assim as mulheres ainda sofrem com uma forte desigualdade, advinda de um preconceito, que deve ser minimizada.

Em primeira análise, é preciso compreender que segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), as mulheres equivalem a maior taxa de desempregados e trabalhadores informais no Brasil, totalizando 64,7%. Tal dado comprova um dos diversos desafios sofridos pelas mulheres no mercado de trabalho, resultado de uma sociedade machista e patriarcal como a brasileira que ainda acredita na inferioridade do trabalho feminino e enxerga a mulher como “dona do lar”, vendo como prejuízo a contratação formal de mulheres, que seguindo este pensamento, teriam que se dividir entre a família e o trabalho.

Em segunda análise, a pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indica que as mulheres brasileiras recebem, em média, 20,5% a menos que os homens ocupantes dos mesmos cargos. Este dado comprova um desrespeito à Constituição Federal, que afirma que: “ sem distinção de sexo, a todo trabalho de igual valor correspondente salário igual”. Ilustrando, mais uma vez, a infeliz realidade da mulher brasileira no mercado de trabalho.

Assim sendo, com a finalidade de minimizar os desafios sofridos pelas mulheres brasileiras na indústria do trabalho, se faz necessário que o Governo Federal, por meio do Poder Legislativo -poder responsável pela elaboração das normas que regem uma nação- proponha uma lei para multar aquelas empresas que insistam em manter a diferença salarial entre homens e mulheres ocupantes de cargos similares, e que promovam uma discriminação de gênero no momento de contratar ou demitir um funcionário.