A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 05/08/2020

Desde o início dos tempos as mulheres tem dificuldades tanto de ingressar, quanto de se manter no mercado de trabalho, e mesmo quando conseguem passar dessa fase, geralmente ganham um salário menor que o dos homens que atuam em um mesmo cargo. Esse, além de ser um problema social extremamente sério, é altamente marcado pelo machismo introduzido na sociedade no período patriarcal.

Primeiramente, sobre a questão do salário das mulheres ser menor, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em uma pesquisa dos anos entre 2012 e 2018, constou que elas recebem 20,5% a menos do que os homens, o que não faz o menor sentido, devido ao fato de que ambos possuem uma mesma especialização e exercem um mesmo papel na empresa. Esse problema ainda por cima vai contra o artigo 7º da Constituição Federal, que diz que não pode haver diferença salarial por sexo, cor, idade ou estado civil e, ainda, contra o artigo 5º da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que garante salários iguais, sem distinção de sexo, para o mesmo trabalho.

Indubitavelmente, a causa desse problema vem de muito tempo atrás, do machismo estrutural, da época em que as mulheres eram tratadas como submissas e praticamente como um objeto sexual em que elas viviam para servir, cozinhar, bordar, satisfazer os homens, criar os filhos e não se preocuparem com trabalho fora de casa, pois deviam ser “belas, recatadas e do lar”, como foi dito pela revista Veja em 2016. Essa crítica sem nexo aumenta quando as mulheres, devido a falta de oportunidades no mercado acabam se tornando empregadas domésticas trabalhando exatamente como esse machismo às enxerga.

Levando todos esses fatos em consideração e com propósito de diminuir essa desigualdade, seria de grande valia que o governo juntamente com o Ministério da Mulher instituíssem leis e projetos para a inclusão de mulheres no mercado de trabalho e também para que a questão salarial se torne igualitária para todos.