A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 06/08/2020

O trabalho é o que define a pessoa como um cidadão, quando este se torna um membro efetivo da sociedade. As mulheres, por muito tempo, foram desprovidas deste direito que deveria ser garantido a todos. Felizmente o número de mulheres que trabalham atualmente está cada vez maior, porém ainda não está em um patamar desejável. Ainda temos um caminho a prosseguir antes de chegar a uma igualdade entre os homens e mulheres, mas é um objetivo possível e deve ser almejado.

Primeiramente existia uma percepção de que as mulheres deveriam ocupar apenas o cargo de “dona de casa”, tanto que estas foram apenas inseridas no mercado de trabalho na época de guerras. Foi nesse período em que elas desempenharam os cargos anteriormente ocupados pelos homens, uma vez que estes foram depostos para lutar pelo seu país, e consequentemente deram novas oportunidades que antes não fora dada a elas. Mesmo tendo um aumento no número de mulheres no mercado de trabalho, elas ainda não são tratadas da mesma forma que os homens, exemplificado pelo fato de que, de acordo com o IBGE, ganham em média 20,5 por cento a menos que os homens pelo mesmo tipo de trabalho.

A mulher pode ser vista como incapaz e incompetente, pela falta de experiência, devido ao fato do pouco tempo em que esteve inserido no mercado de trabalho. Como disse o filosofo Rousseau: “O homem nasceu livre, e não obstante, está acorrentado em toda parte”, neste caso a mulher está acorrentada por uma sociedade machista, uma que não permite o sucesso e o de muitas baseada apenas em seu sexo. Essa que também toma proveito das mulheres por considerá-las submissas, e abusa destas, exemplificada pela pesquisa da OUL que mostra que 42% das mulheres sofreram abusos sexuais nos locais de trabalho. As mulheres são empregadas em ambientes onde não se sentem seguras e onde não possuem os devidos direitos que as ajudariam a melhorar suas condições de trabalho.

Portanto para garantir maior igualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho, é necessário que o governo, mais especificamente o poder legislativo, garanta os direitos igualitários da mulher no mercado de trabalho por meio da criação de leis mais rigorosas contra tal ato. Assim, finalmente, a competição para os cargos será baseado em qualificações e não no sexo.