A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 05/08/2020
Assédio.Discriminação.Disparidade. Essas são situações consuetudinárias na realidade das mulheres no mercado de trabalho hodierno. Desde a primeira absorção de mão de obra feminina,durante a Revolução Industrial, essa parcela social- apesar dos avanços obtidos em relação à igualdade de gênero- sofre com circunstâncias desfavoráveis no que tange à empregabilidade e à manutenção de direitos no mercado. Desse modo, corrobora-se que as mulheres brasileiras enfrentam empecilhos em sua atuação no mercado de trabalho, como o preconceito e a desigualdade salarial.
Em primeira análise,faz-se notória a discriminação sofrida pelas mulheres no ambiente de trabalho.Isso ocorre devido ao machismo intrínseco à sociedade desde seus tempos mais remotos, que prega a valorização masculina em detrimento da feminina. Nesse sentido, o sociólogo Émile Durkheim propôs a teoria do fato social. Segundo ele,o fato social é uma maneira coletiva de pensar e de agir, dotada de coercitividade, exterioridade e generalidade.Desse modo, o machismo, como um fato social, permeia a comunidade de forma a ser adotado pelos agentes sociais a partir da convivência e comunicação de pensamentos e de comportamentos,influenciando nas relações laborais. Consequentemente, as mulheres desse meio são vítimas de preconceito, assédio e desvalorização.
Em segunda análise, é evidente a disparidade salarial entre os gêneros.Isso porque foi criado o imaginário social de que as capacidades femininas são inferiores às masculinas, tanto no que diz respeito à sua inteligência, quanto ao seu desempenho profissional. Assim, essa visão se consolidou na sociedade, permanecendo conspícua no tecido social brasileiro.Tal situação apresenta desacordo com a Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), que determina a isonomia salarial sem distinção de sexo para todo trabalho de igual valor prestado ao mesmo empregador. Infelizmente, a legislação trabalhista não se mostra efetiva na garantia de equiparação salarial,uma vez que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres ganham cerca de 20% a 30% menos que os homens.
Sob esse viés, é possível assertar que a discriminação e a disparidade salarial são um problema. Assim, a fim de evitar o preconceito sofrido pelas mulheres no mercado de trabalho, as ONG´s, organizações que visam suprir as necessidades populacionais, devem promover, por meio de uma campanha de cunho nacional, palestras e cursos que tratem do papel das mulheres e de seus direitos no mercado de trabalho. Além disso, o Governo Federal deve estabelecer uma medida provisória que endureça as multas contra os estabelecimentos que desrespeitam a isonomia salarial. Dessa forma, os entraves sofridos pelas mulheres no mercado de trabalho serão amenizados.