A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 19/08/2020

A consolidação das leis trabalhistas, implementada na Era Vargas, garante a isonomia salarial, ou seja: a igualdade de salários para trabalhadores sem distinção de sexo ou etnia. No entanto, apesar de assegurada por lei, ainda é possível observar a disparidade existente entre os salários entre homens e mulheres no Brasil.

Em primeira análise, é oportuno destacar os avanços conquistados pela mulher no mercado de trabalho brasileiro, entre eles: o direito à licença maternidade, sendo assegurada 120 dias sem prejuízos empregatícios. E também a ocupação de cargos de chefia, um exemplo disso foi a ex-presidenta Dilma Rousseff. Dessa forma, pode-se observar pequenas mudanças com relação a mulher no mercado de trabalho.

No entanto, tais mudanças ainda não são suficientes para garantir a isonomia garantida nas leis trabalhistas, uma vez que, segundo o infomoney, as mulheres recebem em média 7 por cento a menos que os homens, ocupando o mesmo cargo. Sendo assim, é possível observar que não se trata de grau profissionalização e sim de distinção de gênero às mulheres que por muitas vezes cumprem dupla jornada de trabalho, ao fim do expediente, cumprindo deveres domésticos sozinhas.

Portanto, faz se necessário que o Ministério Público do Trabalho torne mais pesadas as multas de disparidade salarial, por meio de uma fiscalização mais efetiva nas empresas, bem como o investimento em ações midiáticas que incentivem a denúncia de tais práticas. Aliado a isso, as escolas devem debater a importância feminina no mercado de trabalho e sobre a divisão de atividades domésticas entre os integrantes da família para desconstrução do pensamento patriarcal arraigado na sociedade brasileira. Dessa forma, parte dos direitos das mulheres estarão garantidos.