A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 11/08/2020

Antigamente, era comum a tradição de o homem ir trabalhar e a mulher ficar em casa cuidando dos filhos. No entanto, esse padrão começou a mudar a partir da 1ª Revolução Industrial, que aconteceu em meados de 1760. Apesar desse acontecimento provar que as mulheres estão alcançando cada vez mais sua representatividade, ainda é notável a grande diferença de gêneros na atualidade, como a disparidade salarial.

Felizmente, a mulher, que é uma minoria no aspecto do mercado de trabalho, vem alcançando vários cargos profissionais importantes nos dias de hoje. Segundo os dados da Demografia Médica de 2018, a representatividade feminina de profissionais da área da medicina com até 29 anos é de 57,4%. Além disso, dados da pesquisa Global Entrepreuneurship Monitor (GEM) dizem que, praticamente, metade dos empreendedores são mulheres. Pode-se, portanto, concluir que a sociedade feminina conseguiu um grande avanço no mercado de trabalho. Esse progresso contínuo faz com que as mulheres tenham mais vontade e inspiração para se ingressar no mundo profissional cada vez mais.

Não obstante dessa evolução no ambiente profissional, a mulher ainda vem enfrentando sérios problemas, por exemplo, a diferença salarial com os homens, que apesar de ter diminuído nos últimos anos, ainda contem uma grande relevância. Em média, as mulheres ganham 20,5% menos que os homens, segundo o estudo especial feito pelo IBGE para o Dia Internacional da Mulher feito em 2018. Isso prova que ainda é necessário um grande esforço para progredir em busca da igualdade de gêneros no mercado de trabalho. É de suma importância fazer grandes movimentos em busca de confrontos contra preconceitos e injustiças em empresas que adotam o sistema de disparidade salarial em relação à gêneros.

Portanto, para que a igualdade esteja mais perto da realidade, é necessário o aumento das multas por respeito à isonomia salarial. O valor desta penalização corresponde ao dobro da diferença salarial que a empresa fornece para os empregados, mas essa penalização ainda é pequena se compararmos o quanto que uma empresa com valores lucrativos altos ganham. É por isso que o Ministério público do trabalho tem de fazer um aumento equivalente ao dobro já proposto.