A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 14/08/2020

Na adaptação do filme ‘‘A Bela e a Fera’’, Emma Watson interpreta uma improvável feminista numa França em que as mulheres campesinas enfrentavam desafios para superar o machismo, ligado ao ato de ler e de poder trabalhar fora d casa. Fora da ficção, é comum uma resistência para aceitar a mulher no mercado de trabalho, o que gera preconceitos e desigualdades.

Em primeira ,e, cabe pontuar que desde a Grécia Antiga, as mulheres não tinham as mesmas oportunidades que os homens. Dessa forma, práticas machistas históricas refletem, na sociedade atual, como a ‘‘velha divisão do trabalho’’ que exclui a mulher dos cargos de chefia e às aproxima do trabalho doméstico. Segundo o Ministério do Trabalho, houve um acréscimo de 3,2% no número de mulheres no ramo trabalhista entre 2007 e 2016,o que é inadmissível, uma vez que em quase 10 anos apenas uma parcela tenha conseguido empregos formais.

Outrossim, o poder público tem mostrado-se insuficiente em assegurar cursos técnicos que poderiam aumentar o currículo básico e efetivar a conquista de empregos. ‘‘O mundo ia manter as mulheres submissas’’, disse Yoko Ono, compositora japonesa, alegando dessa maneira o quanto a sociedade contribui para a restrição do mercado de trabalho à população feminina que é observada na diferença salarial entre homens e mulheres mesmo exercendo profissão igual.

Portanto, é necessário que o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação, realize parcerias com as instituições para que haja o oferecimento de cursos técnicos que possam ampliar o mercado de trabalho. Ademais, deve-se estabelecer multas para empresas que excluem essa parcela da população. A fim de que, diferentemente de ‘‘A Bela e Fera’’, as mulheres possam ter acesso à educação e consequentemente à empregos dignos.